Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em maio 16, 2008 às
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Graças à comemoração do centenário de morte do casmurro escritor do Cosme Velho, finalmente seus livros começam a ser traduzidos... para o português.

Para conferir, é só clicar aqui.



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em maio 14, 2008 às
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A vitória da democracia tem sido comemorada, mundo afora, toda vez que um mandatário fardado é deposto ou afastado. Regimes civis, conduzidos por governantes eleitos, seriam hoje maioria no mundo -- um indício (dizem os intelequituais) de que a Idade Contemporânea pode ser definida pelo aumento crescente das liberdades políticas, coletivas e pessoais.

Sério?!

Em face dos últimos acontecimentos, seria o caso de perguntar de onde essas pessoas tiram suas teorias esdrúxulas, e o que eles entendem, afinal, como liberdade?

(Liberdade = o "direito" de obedecer de bico calado?)

O titular deste blog (que não fuma) está de luto, ao ver a liberdade individual morrer mais um pouquinho...

É proibido fumar?! Então cabe a pergunta aos defensores da "liberdade de expressão": mas maconha pode?!!



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em às


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"Um moralista dizia que as mulheres são extremas: ou melhores ou piores do que os homens."

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"Loteria é mulher: pode acabar cedendo um dia."

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"Mulheres sabem: a ousadia é a primeira virtude masculina."

Uma (tripla) cortesia de Machado de Assis.



Arquivado em: pequenos milagres — postado por Antonio Fernando Borges em maio 13, 2008 às
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Só mesmo numa cidade com nome de santo (e um santo dos mais corajosos), eu haveria de ter direito a este "milagre": falar para uma turma informada, inteligente, interessada.

Pelo menos foi com essa impressão que encerrei a primeira jornada sabatina do curso A Arte do Romance, que tenho a alegria de poder ministrar no Departamento de Humanidades do IICS - Instituto Internacional de Ciências Sociais, em São Paulo.

As intervenções do pessoal (tímido ainda) não foram muitas, mas foram invariavelmente procedentes: críticas lúcidas ao mito esquerdista Saramago, o superestimado escritor; reflexões sobre a idéia de originalidade, esta superstição inconveniente e moderna; citações de autores consistentes (meus caríssimos Ortega y Gasset e Chesterton entre eles).

Poder falar o que quero (e devo) falar, para pessoas interessadas em ouvir: eis uma pequena dádiva da vida. Renovei minha ração imprescindível de esperança.

Sábado (doce rotina!) tem mais.

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Arquivado em: pequenos milagres — postado por Antonio Fernando Borges em maio 12, 2008 às
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A surdez (anunciada) não me assusta: desde cedo, preferi sempre o silêncio...



Arquivado em: artigo — postado por Antonio Fernando Borges em às
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É a velha guerra (meio santa, meio suja) de sempre:

Condenar a Igreja Católica (e a própria crença em Deus, e no Novo Testamento) por um punhado de desvios pedófilos e corrupções paroquianas é o mesmo que acusar a carne bovina pelos “estragos” decorrentes do prato-feito do boteco de esquina.

Em vão nutricionistas e religiosos se empenham em restabelecer a primordial diferença e argumentar em defesa do consumo da proteína animal e da isenção do credo católico: na Bolsa dos valores contemporâneos, naturebas, ecoterroristas e ateus em geral andam em alta.

* * *

Lembro-me de um velho amigo (sobrevivente melancólico do hippismo dos anos ’70) que costumava arrematar cada discurso seu contra algum desafeto com a proverbial sentença: “Também pudera: comendo toda aquela carne vermelha!”

Da mesma forma, os detratores costumam pintar a Idade Média (apogeu do catolicismo) como a Era do Obscurantismo e das Trevas – sem que façam o menor esforço para explicar como um “bando de fanáticos obscurantistas” conseguiu afinal produzir esses prodígios de beleza e inteligência que são o canto gregoriano, a obra de Santo Tomás de Aquino, a Divina Comédia e as catedrais góticas...

* * *

Mesmo dentro do âmbito específico das religiões, a guerra costuma ser desigual.

Quem não se lembra da reação tirânica e desproporcional dos muçulmanos por conta da publicação de algumas charges (irreverentes, como devem ser as charges) num jornal dinamarquês?

Quem não se lembra também da legião de intelequituais ocidentais que pularam ligeiros em defesa... dos islâmicos (?!!), acusando o(s) chargista(s) de blasfêmia?

* * *

E no entanto...

E no entanto, piadas, livros e exposições de artes plásticas contra o Cristianismo, o celibato religioso e a figura do papa Bento XVI se multiplicam por aí, tanto na blogosfera quanto nas rodinhas acadêmicas “esclarecidas” e “inteligentes”.

Ou seja: se você freqüenta igrejas católicas e churrascarias-rodízio, prepare-se para o duro combate, que está só começando: é tempo de ateísmos, sociologismos e cientificismos. E de muito farelo de trigo, é claro!

* * *

Argh!

* * *

(Vai um hambúrguer-com-fritas aí?)



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 09, 2008 às
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"Se todo animal inspira ternura, o que houve então com os homens?
Guimarães Rosa, o mineiro desmedido.


Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em maio 08, 2008 às
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Um amigo-leitor dos mais inocentes (desses cujos "desafios" afinal me ajudam a ir tocando o barco e o blog) pergunta-me por que bato tanto na tecla de que a propaganda política sistemática dos intelequituais provocou estragos criminosos na cabecinha das gerações mais jovens -- e pede que eu lhe "explique melhor".

Explico: ao longo das últimas décadas, professores de ensino médio, pré-vestibulares e Universidades não têm feito outra coisa além de ensinar a seus incautos alunos que: a luta de classes é o motor da História; a Economia explica tudo; o homem pensa e age de acordo com sua origem social; ricos são cruéis e gananciosos; pobres são puros, ingênuos e coitadinhos; os EUA são o demônio do mundo - e por aí vai.

* * *

Quem ainda não sabe que tem sido assim?

Todo mundo, é claro -- menos (ao que parece) meu amigo-leitor tolo ou inocente. Insatisfeito (incomodado?) com minha explicação, pede-me exemplos "concretos".

Basta-me um, que aconteceu durante uma Oficina Literária recente, ministrada no interior do RJ.

* * *

Depois da ler um punhado indigesto de esboços de enredos e personagens (empresários malvados e/ou madames cruéis que exploravam pobres funcionários e empregadas domésticas, argh!), sugeri à turma que fizesse o esforço sobre-humano de deixar de lado todo o lixo sociológico sedimentado ao longo dos anos.

("Não é fácil", arrisquei. "Mas também não é impossível.")

Pedi então que tentassem construir um personagem (Deus do céu!) cuja ação não fosse motivada por "razões de classe social ou de dinheiro" -- mesmo porque a maioria dos seres humanos normais não age assim. Como incentivo, arrisquei uma sugestão:

"Pensem, por exemplo, num homem muito rico, bom, generoso, ou seja, simplesmente um homem com muito dinheiro, mas que não liga para isso."

* * *

Todos se animaram e, na aula seguinte, os "personagens" criados se multiplicaram na minha mesa.

* * *

Mas quem desanimou, definitivamente, fui eu: tudo que aqueles brainwashed tinham conseguido, com pouquíssimas variações, foi:

Depois de ter cometido muitas crueldades na vida (gerar empregos e riqueza, incrementar a economia do país, essas "maldades"), um empresário se arrepende e resolve distribuir seu dinheiro entre os pobres!!

Juro! Pobre São Francisco de Assis...

* * *

(Como dizia aquele velho anúncio de conhaque: "Que dureza!")

* * *

Todo homem tem o dever sagrado da esperança. Por isso, tenho certeza de que a experiência paulista, que começa neste sábado (dia 10), será bem diferente.



Arquivado em: amostra grátis — postado por Antonio Fernando Borges em maio 06, 2008 às
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Por mais que o ombudsman do portal esteja distraído e meu superego também não esteja a postos, é na terceira pessoa do singular que eu me sinto mais à vontade para informar que, a partir do próximo sábado, dia 10, o escritor Antonio Fernando Borges estará em São Paulo, ministrando o curso A Arte do Romance - Como os grandes escritores olham para o mundo, promovido pelo Departamento de Humanidades do Instituto Internacional de Ciências Sociais.

O curso vai ser uma introdução às técnicas de criação literária, focada no formato narrativo do romance - desafio matricial de todo verdadeiro escritor. Para iniciantes e iniciados na aventura da escrita, será uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os processos e instrumentos essenciais da arte da escrita, a partir da análise de enredos e personagens exemplares.

Serão seis encontros, sempre aos sábados, em que serão abordados os elementos-chave da ficção romanesca: história, enredo, personagens, ritmo e foco narrativo, entre outros.

Para inscrições (ou para mais informações), clique aqui, rápido (as vagas são limitadas).

Corta! Encerrado o marketing, Antonio Fernando Borges reassume a primeira pessoa para confessar que será, para mim, uma oportunidade imperdível (na verdade, seis) de rever amigos - e, se Deus quiser, conhecer a legião paulistana deste Apostos.



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em maio 05, 2008 às
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“Maio de 68 nos impôs o relativismo moral e intelectual. Os herdeiros de maio de 68 impuseram a idéia de que tudo se equivalia, que não havia diferença alguma entre o Bem e o Mal, entre o verdadeiro e o falso, entre o belo e o feio”.

Nicolas Sarkozy, durante a campanha, prometendo aos franceses virar a triste página de maio de 68.



Arquivado em: artigo — postado por Antonio Fernando Borges em maio 01, 2008 às
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Nunca fui muito receptivo à promessa maliciosa (feita sobretudo às crianças) de que “a leitura é uma coisa prazerosa” – variante exemplar da sentença genérica: “Só se deve fazer aquilo que nos dá prazer”.

Seguindo este mesmo critério "epicurista", não demorei a descobrir (ainda na adolescência) que há coisas bem mais prazerosas e agradáveis do que a leitura (cada um faça aqui a própria lista).

Desde então, continuei a ler, é claro, dedicando-me a leituras cada vez mais complexas e árduas. Por decisão própria, por imposição profissional, etc. – enfim, por motivos diversos (e aqui também cada um há de ter sua lista particular de razões).

* * *

Leio (ora muito, ora menos) porque gosto, mas também porque é necessário. E sempre agradeço por não ter sucumbido à armadilha infantil de “ler por prazer”.

Mas isso não quer dizer que, em algum momento, a leitura tenha chegado a ser um martírio ou castigo. Mesmo porque não existe A leitura: existem forma e mais formas de ler – e livros bastante diversos entre si, conforme o freguês.

* * *

Estas constatações (tão auto-evidentes para mim) devem passar a anos-luz do universo legislado pelo juiz Mário Azevedo Jambo, do Rio Grande do Norte.

Dias atrás, o excelentíssimo “condenou” três jovens hackers à dura missão de ler e resumir, a cada três meses, clássicos da Literatura brasileira – começando com Graciliano Ramos e Guimarães Rosa.

(Fez lembrar meus velhos tempos de ginásio, quando as professoras castigavam alunos indisciplinados obrigando-os a horas corridas de leitura na Biblioteca da escola...)

* * *

Não é fácil interpretar e julgar as intenções alheias. É igualmente difícil ignorar o conselho do santo teólogo francês que dizia que de boas intenções o inferno, etc. (vocês sabem o resto).

Mas é irresistível a tentação de decifrar o que se passava na cabeça do magistrado (não li a notícia) quando proferiu a sentença – que, a julgar pelo padrão intelectual dos condenados, é sem dúvida severíssima!

Pode-se, por exemplo (arriscando no escuro), atribuir ao provinciano juiz a intenção de ser cosmopolita e, decididamente, fashion: nada mais in, afinal, do que “investir em educação” e coisas parecidas.

* * *

Quanto à idéia de incentivar a leitura como forma de melhorar o mundo, sua “serventia” me faz lembrar a conhecida resposta do Duce às provocações de Hitler: “Não é difícil governar a Itália. É inútil”.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 28, 2008 às
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Amigos e leitores fiéis, eternos cobradores, insistem na tecla de que eu deveria voltar a comentar o noticiário, alimentando-me mais dos fatos de cada dia.

Como voltar a comentar? Na verdade, raramente fiz do noticiário dos jornais a matéria de posts relevantes, salvo um ou outro engano. Os acontecimentos me aborrecem, e não me sinto obrigado a dialogar com eles, em meu colóquio permanente com o Eterno e o Absoluto.

(Sem falar que, como sempre, ando atrasadíssimo na leitura dos clássicos.)

O cego de Buenos Aires, que enxergava longe como poucos, dizia que o jornalismo (e o hábito de ler jornais, seu corolário) nasceu de uma superstição moderna: a ilusão de que, diariamente, entre o amanhecer e a noite, acontecem coisas que merecem ser propagadas no dia seguinte.

(Aliás, quando substituiu o essencial pelo contingente, o universal pelo conjuntural e o eterno pelo histórico, o homem estava preparando o terreno para a modernidade — e, no roldão, para a imprensa, a mídia, o jornalismo. Foi mera questão de tempo, e já se sabe que o mal não necessita mesmo de um prazo muito longo para se instalar...)

Ficamos combinados, então: aqui se fala de tudo um pouco (e até das coisas do dia-a-dia...). E antes que me acusem de obscurantista ou retrógrado, adianto-me em recomendar: quem procura análises e comentários jornalísticos não precisa sair desapontado deste portal.

Afinal, aqui estão, sempre a postos, as valentes Janaína e Narizinho, que ao amor à verdade (indispensável a tudo, mas especialmente ao jornalismo) sabem acrescentar a graça inconfundível das mulheres.

Enquanto isso... Alguém viu minha Eternidade por aí?



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em abril 25, 2008 às
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Amigos e leitores fiéis têm me cobrado com razão: venho postando pouco, nos últimos tempos.

A vida além da blogosfera tem andado atarefada e cansativa, cheia de solicitações e compromissos. Mas seria injusto atribuir apenas à falta de tempo esses períodos de ausência.

Escrever é uma forma de agir - e no fundo minha atuação nesta página vem sendo para mim uma forma estimulante de luta.

Mas isso, às vezes, também cansa: principalmente quando se acredita que as palavras devem corresponder aos fatos e às coisas, de modo a produzirem esta coisa imprescindível chamada verdade dos fatos.

Acontece que, lá fora (aqui fora), no chamado mundo real, o divórcio entre as palavras e as coisas tem sido a tônica.

Principalmente aqui, na Botocúndia, onde bandidos são tratados como heróis ou vítimas (da polícia, das circunstâncias...) e onde, num momento em que alardeia a falta de alimentos, o governo expulsa produtores agrícolas (cf. Roraima) para entregar as terras, de mão beijada, a ONGs mal intencionadas e índios preguiçosos.

(Tudo isso, é claro, sempre em nome de "um outro mundo possível".)

Em suma, um país onde os adultos não protegem (pelo contrário: até matam) os próprios filhotes.

(Nem vou fazer os links: todo mundo sabe do que estou falando.)

Chego a pensar que o poeta-farmacêutico de Itabira tinha lá sua dose de razão: lutar com palavras é a luta mais vã...

Entretanto, eu luto: porque sei que é preciso viver, escrever - enfim, lutar.

Semana que vem, recomeço.

(Enquanto isso, aproveitem para visitar as outras páginas deste Condomínio: tem muitas coisas boas, muitas palavras exatas, que ajudam a gente a não desanimar.)



Arquivado em: provocações — postado por Antonio Fernando Borges em abril 19, 2008 às
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Como qualquer ativista da ONG mais fuleira sabe, hoje é Dia do Índio.

Minhas homenagens ao general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, que com rara hombridade não tem fugido ao dever sagrado de defender a soberania e a integridade do Estado brasileiro, neste lamentável imbroglio da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

E abro meu voto:

General Heleno para cacique!



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em às


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Nossa (imprevista e temporária) saída do ar deve ter levado muita gente a comemorar antes da hora: "Até que enfim, calaram a voz desses conservadores!".

Pelo menos foi assim que reagiu meu ex-amigo mais esquerdopata, desses que insistem no hábito insalubre de me telefonar para destilar seus piores enxofres. Ontem à noite, não foi diferente:

"Até que enfim, hein", atirou-me ao ouvido, sem dizer sequer boa-noite.

"?!"

"Mas também, meu caro, vocês já estavam abusando... "

"??!!"

"E eu espero que não pare por aí. Tem os direitistas da Veja, e um punhado de outros por aí que..."

Como sabem meus amigos e até alguns leitores, sou imprudente o suficiente para ficar desperdiçando pérolas nobres com os piores suínos - e lá ia eu entabulando nova discussão com meu velho ex-amigo, quando fui salvo pela mulher, chamando-me para jantar.

Resumi então o caso em meia dúzia de palavras, para decepção e revolta do pascácio, que desligou às pressas.

O jantar estava excelente.

Com o portal de volta, só resta mostrar a língua para esses tolos e fazer coro com meu chapa Ruy Goiaba: "Oi nóis aqui 'traveis"