Museu de tudo

Do sempre arguto Nelson Ascher, hoje na Folha de S. Paulo (assinantes):
"O vínculo entre intenção, concepção e resultado que até um vaso grego do período arcaico ou a escrivaninha de um aristocrata francês do século 18 exibem é o que reassegura aos freqüentadores de museus que o que chamamos de civilização não é conseqüência nem do acaso, nem da magia negra, mas, sim, de inteligência, talento e suor. E há, para completar ou coroar essa experiência ou constatação, a dimensão temporal. A perspectiva criada pela justaposição de obras e objetos provenientes de distintas culturas e épocas é o que, inconscientemente, às vezes, permite que nos situemos em relação a tudo que nos cerca. A profundidade resultante não é uma ilusão de ótica, mas a autêntica materialização epifânica da história viva que somos."--------



