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Arquivado em: 3 x 4 — postado por Antonio Fernando Borges em julho 29, 2007 às

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Quando ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1976, o escritor Saul Bellow (1915-2005) deixou a Academia Sueca perplexa, ao dizer que uma distinção como aquela servia apenas para colocá-lo na desconfortável posição de servidor público dessa entidade grandiloqüente e suspeita: a cultura mundial.

Para alguém que se manteve fiel à idéia de consciência individual até o fim, na defesa dos valores mais elevados, não poderia haver pior “castigo”.

Certa vez, um repórter perguntou a Bellow como ele se sentia “como judeu”. O escritor ironizou: isso era o mesmo que perguntar a um peixe como ele se sentia em relação à água! Bellow habitava o judaísmo com essa natural intimidade, sem nenhum proselitismo. E, se cantou repetidamente sua aldeia (Chicago), foi para se manter fiel à lição de Tolstoi e atingir assim a universalidade.

Quem tiver olhos de ler, leia.


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Comentários

Perfeito. Absolutamente perfeito.

Mas ele aceitou o prêmio? Cara de pau!

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