« ‘Por que não sou um humanista’ | Main | Museu de tudo »

Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em julho 30, 2007 às

null

A história da Humanidade tem sido marcada pela luta permanente da mentalidade coletivista contra a existência individual.

Desde os gregos, somos chamados de “animais políticos”. E, desde pelo menos o complexado Rousseau e o malicioso Durkheim, vem-se tentando reduzir o homem a um fruto amargo da realidade circundante, matriz de nossos méritos, raiz de nossos pecados.

Quando elegeu a própria História como Sujeito do mundo e condenou os sujeitos de carne-e-osso a serem meras abstrações, Hegel não fez mais do que somar outro tijolo a essa edificação já em curso.

Depois, um outro alemão, com a barba cheirando a charuto barato e ressentimento, pôs a viga-mestra.

(E a minha garrucha, Tia Anastácia?! Traz de uma vez!)


TrackBack

TrackBack URL para este post:
http://www.apostos.com/mt/mt-tb.cgi/324

Comentários

bobbio e sartori notam bem o caráter, digamos, sufocante da democracia ateniense(um soco nestes que hoje enchem o peito pra falar de 'democracia direta'). num tempo em que mal existia a noção de individualidade, o recluso ou destoante do coletivo não raro ia pro ostracismo. daí a curiosa origem do termo idiota, cujo prefixo, idios, tinha um significado próximo de 'próprio', 'particular'.
pergunto-me se 'indivíduo' não poderá vir a ser, em uns séculos, ofensa do mesmo calão.

Comente

(Os comentários só serão publicados após moderação do dono do blog)

Comentários: