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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 11, 2008 às

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Se você reparar na janelinha do http, ali em cima, vai notar que o blogue mudou de endereço.

Mas, se olhar com atenção para o resto, vai constatar que pouca coisa mudou.

Aliás, é bem provável que você tenha chegado até aqui através do endereço antigo, por redirecionamento automático.

(Maravilhas da Ciência?...)

* * *

A “pequena mudança” é decorrência de um convite simpático da brava turma aqui do Apostos – e na verdade tudo aconteceu “cientificamente”, mas sem que eu entendesse como funcionou (ou funciona).

Pediram-me apenas para “confiar”, pois tudo daria certo. Eu confiei – e deu certo, como você pode constatar.

Mas, durante todo o processo (na verdade, ainda agora), não pude deixar de refletir: a atitude de “confiar mesmo sem entender” é hoje comumente solicitada aos leigos em relação ao que se convencionou chamar de ciência – mas parece pouco tolerada ou compreendida quando o crer-sem-ver se refere, por exemplo, à religião.

* * *

Não vou retomar aqui o milenar e manjado conflito entre Fé e Razão, religião e ciência. Principalmente porque há muito tempo alguém muitíssimo mais brilhante do que eu dedicou a vida a superar – e superou – esta falsa oposição.

(E, pensando bem, teve que enfrentar os descrentes e intolerantes, hoje cada vez mais comuns...)

* * *

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Aconteceu no século XIII. Naquele tempo, o jovem Tomás, a fina-flor da nobre casa de Aquino, anunciou que não pretendia ser (e não seria) um monge ilustre ou um abade das congregações mais nobres: seria, isso sim, um simples frade dominicano.

Toda a família caiu sobre ele – metaforicamente, é claro. A tarefa literal de agarrá-lo e o impedir de envergonhar os parentes ficaria, um pouco mais tarde, a cargo de dois dos outros seis irmãos, suponho que os mais moços e audazes.

Foi assim: Tomás estava a caminho de Paris na companhia de outros frades quando, numa curva da estrada, ao pé de uma fonte, um pouco ao norte de Roma, sua viagem foi interrompida pela cavalgada louca. Eram seus próprios irmãos, que saltaram sobre ele, como ladrões de estrada.

* * *

Seqüestrado e reconduzido ao castelo da família, em Roccasecca, na Itália, Tomás aceitou a prisão com a calma costumeira, e ali se deixou ficar, empenhado em construir sua sólida filosofia. O resto é História, Religião, persistência e milagre.

Maiores detalhes, na imprescindível biografia (que é também hagiografia e apologética) Santo Tomás de Aquino, de G. K. Chesterton.

Imprescindível, sobretudo, nestes tempos em que abraçar uma grande religião é considerado menos digno do que abraçar, por exemplo, uma árvore velha e condenada – fetiche de nossos ecologistas...

* * *

Casa nova, velhas questões. Vão entrando, sintam-se à vontade!


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Comentários

Borges no Apostos, hail hail.

Estou lendo o Ortodoxia, do Chesterton. Ainda preciso comprar essa biografia de Santo Tomaz. Abraço.

Bem-vindo, camarada.

Santo Tomás de Aquino eu conheço de leve, posso até vir a amar. Já o House, esse já é o grande amor da minha vida! :-|

Viva S. Tomás!

Pô, você parou de contar na hora em que o melhor da história acontece.
Em Rocasecca, os irmãos tentam despertar a libido de Tomás mandando bater à porta de sua cela uma linda e tesuda meretriz. Tomás abre a porta e quando se dá conta da armadilha vai até a lareira, pega um tição ardente e avança sobre a prostituta que sai correndo horrorizada. Bate a porta e desenha uma cruz nela com o tição. Desde então, os biógrafos de Tomás dizem que ele "viveria como se não tivesse corpo". E já na velhice sua confissão se dizia ser "igual à de um menino de 5 anos".

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