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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 27, 2008 às


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"Nunca acenda um fogo que você não possa apagar."

Provérbio chinês.


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A verdade nos leva a todos os lugares. Inclusive à prisão."

Provérbio polonês.


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"Nunca diga que as estrelas morreram só porque o céu está nublado."

Provérbio árabe.


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Comentários

Antônio, estás inspirado, hem?!
Quanto às frases, a melhor é a última...Os chineses, zen demais pra minha verve ocidental, fogo em pessoa! :-) Quanto ao dito polonês, tenho a dizer que há muito li algo inesquecível (consultando no Caldas Aulete a definição de "verdade"): Nem todas as verdades se dizem...
Besos!

Ah, Antonio, hoje estou para o primeiro, viu? Um beijo

DALAI LAMA
W.B. Yeats em “The Second Coming”:
“The best lack all conviction/while the worst are full of passionate intensity”.
Honestamente, chega uma hora em que a não-violência do Dalai me irrita. Como é possível hipotecar apoio a alguém, que no meio de uma briga violenta, fica o tempo todo oferecendo a outra face?
Jesus é citado em certas passagens nas sagradas escrituras como preocupado somente com o “reino dos céus”. Mas em outros momentos é claramente revelado como capaz de reagir à iniqüidade extrema, como no trecho em que ele ataca os vendilhões do templo. Vamos combinar: Jesus não tinha sangue de barata.
A defesa do Tibet passa naturalmente por uma defesa da cultura tibetana, aniquilada em “holocausto” pelas tropas chinesas. Nessa cultura, o Lama era o detentor do poder temporal e da autoridade espiritual, indivisíveis. Para o gabinete exilado do Tibet, no entanto, ele não pode reivindicar mais o título temporal, pois teria fugido frente à invasão chinesa. E realmente, no mundo moderno, é impossível exercer o poder temporal renunciando totalmente à violência. No mundo em que vivemos, se você não quer brigar, é melhor estar pronto para brigar a qualquer momento, assim ninguém puxa confusão contigo.
O Dalai Lama ameaçou, no auge dos confrontos, renunciar caso a violência continuasse. Se ele considera possível renunciar a uma posição de autoridade espiritual, é porque na verdade não a exerce mais.
http://trincheirapolitica.blogspot.com/

Prezado Anonymus

Leia de novo as notícias a respeito de Sua Santidade, o Dalai Lama: ele ameaçou renunciar ao seu poder temporal (isto é, a ser líder político) e não a seu poder espiritual. Afinal, como poderia?

Prezado Saint-Clair Stockler. A dupla função que o Dalai Lama deveria exercer é indivisível. O próprio parlamento exilado do Tibet (única instância política a se opor aos chineses) não reconhece nele mais o poder temporal. Como pode ele exercer um PODER que seus compatriotas no exílio não mais reconhecem como seu? Como pode ele abrir mão de algo que já lhe foi usurpado?
A AUTORIDADE espiritual, no caso específico tibetano, está ligada a essa função dupla e indissolúvel. Se ele fica restrito a um lado da moeda, a cultura tibetana já está corrompida, e a rigor os chineses já venceram. (Uma boa nessa discussão seria ler "Autoridade espiritual e Poder temporal" do mestre René Guenon). Agradeço a você o tom civilizado dessa nossa conversa, e agradeço ainda mais ao Antônio Fernando, que permite por assim dizer essa "conversa paralela" aqui no seu "cafofo".
abraços a todos os leitores
Paulo Serran
http://trincheirapolitica.blogspot.com/

Caros,

é um prazer abrigar debates civilizados, que só enriquecem este cafofo!
Limpando os pés ao entrar e não manchando o carpete de sangue, he he, podem brigar à vontade!
Abraços!
AFBorges

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