"O Pão de Cada Dia"

Amigos e leitores fiéis, eternos cobradores, insistem na tecla de que eu deveria voltar a comentar o noticiário, alimentando-me mais dos fatos de cada dia.
Como voltar a comentar? Na verdade, raramente fiz do noticiário dos jornais a matéria de posts relevantes, salvo um ou outro engano. Os acontecimentos me aborrecem, e não me sinto obrigado a dialogar com eles, em meu colóquio permanente com o Eterno e o Absoluto.
(Sem falar que, como sempre, ando atrasadíssimo na leitura dos clássicos.)
O cego de Buenos Aires, que enxergava longe como poucos, dizia que o jornalismo (e o hábito de ler jornais, seu corolário) nasceu de uma superstição moderna: a ilusão de que, diariamente, entre o amanhecer e a noite, acontecem coisas que merecem ser propagadas no dia seguinte.
(Aliás, quando substituiu o essencial pelo contingente, o universal pelo conjuntural e o eterno pelo histórico, o homem estava preparando o terreno para a modernidade — e, no roldão, para a imprensa, a mídia, o jornalismo. Foi mera questão de tempo, e já se sabe que o mal não necessita mesmo de um prazo muito longo para se instalar...)
Ficamos combinados, então: aqui se fala de tudo um pouco (e até das coisas do dia-a-dia...). E antes que me acusem de obscurantista ou retrógrado, adianto-me em recomendar: quem procura análises e comentários jornalísticos não precisa sair desapontado deste portal.
Afinal, aqui estão, sempre a postos, as valentes Janaína e Narizinho, que ao amor à verdade (indispensável a tudo, mas especialmente ao jornalismo) sabem acrescentar a graça inconfundível das mulheres.
Enquanto isso... Alguém viu minha Eternidade por aí?



















