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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 28, 2008 às
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Amigos e leitores fiéis, eternos cobradores, insistem na tecla de que eu deveria voltar a comentar o noticiário, alimentando-me mais dos fatos de cada dia.

Como voltar a comentar? Na verdade, raramente fiz do noticiário dos jornais a matéria de posts relevantes, salvo um ou outro engano. Os acontecimentos me aborrecem, e não me sinto obrigado a dialogar com eles, em meu colóquio permanente com o Eterno e o Absoluto.

(Sem falar que, como sempre, ando atrasadíssimo na leitura dos clássicos.)

O cego de Buenos Aires, que enxergava longe como poucos, dizia que o jornalismo (e o hábito de ler jornais, seu corolário) nasceu de uma superstição moderna: a ilusão de que, diariamente, entre o amanhecer e a noite, acontecem coisas que merecem ser propagadas no dia seguinte.

(Aliás, quando substituiu o essencial pelo contingente, o universal pelo conjuntural e o eterno pelo histórico, o homem estava preparando o terreno para a modernidade — e, no roldão, para a imprensa, a mídia, o jornalismo. Foi mera questão de tempo, e já se sabe que o mal não necessita mesmo de um prazo muito longo para se instalar...)

Ficamos combinados, então: aqui se fala de tudo um pouco (e até das coisas do dia-a-dia...). E antes que me acusem de obscurantista ou retrógrado, adianto-me em recomendar: quem procura análises e comentários jornalísticos não precisa sair desapontado deste portal.

Afinal, aqui estão, sempre a postos, as valentes Janaína e Narizinho, que ao amor à verdade (indispensável a tudo, mas especialmente ao jornalismo) sabem acrescentar a graça inconfundível das mulheres.

Enquanto isso... Alguém viu minha Eternidade por aí?



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em abril 25, 2008 às
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Amigos e leitores fiéis têm me cobrado com razão: venho postando pouco, nos últimos tempos.

A vida além da blogosfera tem andado atarefada e cansativa, cheia de solicitações e compromissos. Mas seria injusto atribuir apenas à falta de tempo esses períodos de ausência.

Escrever é uma forma de agir - e no fundo minha atuação nesta página vem sendo para mim uma forma estimulante de luta.

Mas isso, às vezes, também cansa: principalmente quando se acredita que as palavras devem corresponder aos fatos e às coisas, de modo a produzirem esta coisa imprescindível chamada verdade dos fatos.

Acontece que, lá fora (aqui fora), no chamado mundo real, o divórcio entre as palavras e as coisas tem sido a tônica.

Principalmente aqui, na Botocúndia, onde bandidos são tratados como heróis ou vítimas (da polícia, das circunstâncias...) e onde, num momento em que alardeia a falta de alimentos, o governo expulsa produtores agrícolas (cf. Roraima) para entregar as terras, de mão beijada, a ONGs mal intencionadas e índios preguiçosos.

(Tudo isso, é claro, sempre em nome de "um outro mundo possível".)

Em suma, um país onde os adultos não protegem (pelo contrário: até matam) os próprios filhotes.

(Nem vou fazer os links: todo mundo sabe do que estou falando.)

Chego a pensar que o poeta-farmacêutico de Itabira tinha lá sua dose de razão: lutar com palavras é a luta mais vã...

Entretanto, eu luto: porque sei que é preciso viver, escrever - enfim, lutar.

Semana que vem, recomeço.

(Enquanto isso, aproveitem para visitar as outras páginas deste Condomínio: tem muitas coisas boas, muitas palavras exatas, que ajudam a gente a não desanimar.)



Arquivado em: provocações — postado por Antonio Fernando Borges em abril 19, 2008 às
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Como qualquer ativista da ONG mais fuleira sabe, hoje é Dia do Índio.

Minhas homenagens ao general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, que com rara hombridade não tem fugido ao dever sagrado de defender a soberania e a integridade do Estado brasileiro, neste lamentável imbroglio da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

E abro meu voto:

General Heleno para cacique!



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em às


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Nossa (imprevista e temporária) saída do ar deve ter levado muita gente a comemorar antes da hora: "Até que enfim, calaram a voz desses conservadores!".

Pelo menos foi assim que reagiu meu ex-amigo mais esquerdopata, desses que insistem no hábito insalubre de me telefonar para destilar seus piores enxofres. Ontem à noite, não foi diferente:

"Até que enfim, hein", atirou-me ao ouvido, sem dizer sequer boa-noite.

"?!"

"Mas também, meu caro, vocês já estavam abusando... "

"??!!"

"E eu espero que não pare por aí. Tem os direitistas da Veja, e um punhado de outros por aí que..."

Como sabem meus amigos e até alguns leitores, sou imprudente o suficiente para ficar desperdiçando pérolas nobres com os piores suínos - e lá ia eu entabulando nova discussão com meu velho ex-amigo, quando fui salvo pela mulher, chamando-me para jantar.

Resumi então o caso em meia dúzia de palavras, para decepção e revolta do pascácio, que desligou às pressas.

O jantar estava excelente.

Com o portal de volta, só resta mostrar a língua para esses tolos e fazer coro com meu chapa Ruy Goiaba: "Oi nóis aqui 'traveis"



Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em abril 15, 2008 às

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Estava demorando... Mas ontem finalmente aconteceu:

Os delinqüentes-com-carteira-de-estudante que ocupam (e emporcalham ainda mais) a reitoria da UnB mostraram sua verdadeira cara mal-intencionada.

Sob a capa da probidade e da moralização, o lobo igualitário preparava a hora de atacar. E atacou: agora os vagabundos querem que seus votos passem a ter o mesmo peso do dos professores.

(Por sinal, isso não faria muita diferença: no fim das contas, os bárbaros já invadiram Roma. Não é de hoje que o baixo-clero tomou conta do país, da ralé sindical e estudantil aos mais altos escalões.)

O novo reitor, anunciado nesta terça-feira, tem tudo para enterrar de vez o que restava de dignidade e legitimidade naquela instituição de ensino. Mesmo interino, parece que terá tempo e disposição para fazer besteira: em sua primeira declaração, já anunciou que veio para conciliar.

(O que, na linguagem do Brasil-País-de-Todos, significa: vai abrir as pernas para a canalha.)



Arquivado em: provocações — postado por Antonio Fernando Borges em abril 12, 2008 às

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"A esquerda não tem gosto nem mesmo para mulheres. As nossas são mais bonitas."
Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro da Itália e líder do Partido da Liberdade.


Arquivado em: pesadelos — postado por Antonio Fernando Borges em abril 10, 2008 às
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Nos anos de juventude, comendo o pão amargo amassado por uma dupla de autores alemães ressentidos e mal-intencionados, nós - os valentes Camaradas - queríamos transformar o mundo à nossa imagem e semelhança. Tudo, sempre, em nome de um suposto... "amor à Humanidade".

Mas éramos (sem saber) incapazes de amar o próximo, no sentido mais simples e verdadeiro da palavra. Entre as proverbiais boas intenções e nossos gestos mesquinhos, espraiava-se o infinito.

Uma cena típica bastaria para ilustrar tamanho descompasso.

Era verão, era a tarde de um sábado ensolarado. Eram os intragáveis anos '70.

Saíamos em grupo da Faculdade, depois de duas horas extracurriculares de leituras marxistas - daquelas que acirram os ânimos dos jovens contra a sociedade em geral e contra a própria família (burguesa!) em particular. No caminho até o ponto de ônibus, cruzamos com dois pedintes, com as mãos estendidas e a cara de fome.

Todos nós passamos por eles de cabeça erguida, com a empáfia de quem conhecia a solução para aquelas "injustiças do capitalismo".

Todos, menos eu. Com o que ainda me restava do sentimento cristão, aprendido na infância, comovi-me subitamente com a cena: pus a mão no bolso e "sacrifiquei" parte do dinheiro reservado para os próximos lanches na cantina do Instituto de Comunicação - e estendi as poucas notas aos mendigos.

Parados alguns passos mais adiante, meus Companheiros me observavam com severidade. E aquele que se fazia de (e até se sentia) nosso Líder, adiantou-se em condenar meu "desvio burguês":

"É assim que você quer ajudar a transformar o mundo, companheiro? Retardando o conflito de classes através dessas atenuantes pequeno-burguesas".

Como um criminoso apanhado em flagrante, ainda esbocei uma reação honesta:

"Eles estavam com fome."

Mas o outro, implacável:

"Como se isso fosse uma justificativa! Será que você ainda não aprendeu que não se trata de casos individuais? Pessoas não contam; pessoas não existem, meu caro. O que existem são as classes sociais!"

Acompanhei o grupo em silêncio, até nosso destino imediato: o ponto de ônibus. Mas todos tinham os olhos sonhadores para o futuro distante: o "paraíso socialista".

(Durante alguns dias, meus companheiros continuaram me olhando desconfiados, sendo que nosso Líder ainda me recomendou algumas "leituras extras", para ajudar a curar meus "desvios de classe".)

A passagem dos anos me afastou desse Reino de Trevas - embora o pesadelo do "outro mundo possível" se encontre parcialmente instalado entre nós.

Dias atrás, no entanto, cruzei com meu ex-Líder, numa rua do Centro. Protegido por uma pilastra (ele não me viu), flagrei-o no instante exato em que negava esmola, atenção e piedade a um morador-de-rua. Espantou-o com um gesto de desdém - e seguiu em frente.

Amar a Humanidade é fácil, dizia Graham Greene, difícil é amar o próximo.

Pelo visto, meu ex-Líder continua acreditando que os homens de carne-e-osso são apenas uma abstração inoperante, ao passo que abstrações aberrantes como "excluídos" e "classes sociais" constituem a única realidade possível.



Arquivado em: 3 x 4 — postado por Antonio Fernando Borges em às
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Descobri que pertenço, afinal, a uma minoria: a dos homens brancos, heterossexuais, que não dirigem nem se interessam por automóveis. Como confraria, não é grande coisa, admito - sem falar que, ao longo da juventude, esse franciscanismo me impôs grandes limitações em termos, digamos, erótico-afetivos...

(Se os homens preferem as louras, as louras preferem sempre homens motorizados.)

Em compensação, levei sempre enorme vantagem sobre meus dessemelhantes: poder desfrutar de horas e horas de leituras durante os engarrafamentos. Como até as crianças um dia acabam aprendendo, não se pode ter tudo na vida...

Algumas vezes, é verdade, sinto-me quase como um (argh!) "excluído": é quando o interlocutor não consegue conter seu espanto diante de alguém tão extravagante ("Você não dirige? Nem liga para carros?").

Já vivi situações em que a interlocutora chegou a pôr em dúvida minha efetiva virilidade:

"Todo homem gosta de dirigir! E adora um automóvel!".

Foi quando comecei a elaborar minha tese, que partilho com vocês: são as mulheres que adoram automóvel. Os homens investem em carros irresistíveis e turbinados simplesmente... para ter acesso a elas!

Confiram na Literatura: os homens (maioria esmagadora entre os escritores) sempre escreveram extensamente sobre as mulheres - e nunca (ou quase nunca) sobre veículos individuais de transporte.

Muito amor, nenhuma gasolina.

Pensando bem: se o "recorte" for ainda mais específico (homem branco, heterossexual, que não dirige e escreve livros), quantos, afinal, seremos?

"Cartas para a redação", como se dizia no tempo em que havia cartas e redações de jornal...



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em abril 09, 2008 às
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"É muito difícil saber não trabalhar."
Jorginho Guinle, o brasileiro ocioso.

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"Adoro o trabalho: sou capaz de passar horas simplesmente olhando alguém trabalhar."
Robert Benchley, o americano esforçado.

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"Os dias talvez sejam iguais para o relógio, mas não para o homem."
Marcel Proust , o francês entediado.


Arquivado em: oops! , pesadelos — postado por Antonio Fernando Borges em abril 08, 2008 às
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Depois de ter transformado a filosofia política numa espécie grotesca de "manual de guerrilha", Maquiavel passou à História como o suposto pensador-de-uma-frase-só: os fins justificam os meios!

(Um axioma que, para nossos intelequituais e políticos, constitui todo o receituário ético.)

É com base na suposta (em verdade, nenhuma!) força moral dessa frase que os baderneiros com carteira de estudante tentam legitimar sua autoritária ocupação da Universidade de Brasília.

Pela lógica "maquiavélica", o objetivo justo (expulsar do cargo o corrupto reitor Timothy Mulholland) garantiria a validade de seus atos tão pouco democráticos. Pouco importa, para eles, que a ordem constituída seja violada. Os fins, afinal, justificam os meios.

Mas, se a causa inicial é legítima, a tática de guerrilha utilizada não é. De forma alguma! Mas, no Brasil-um-País-de-Todos, os fins justificam os meios.

E nossos políticos e educadores justificam, por sua vez, os baderneiros. Ontem, o senador Cristovam Buarque, que acumula os dois "cargos", ocupou a tribuna do Senado para denunciar a violência e a ameaça à democracia representada... pela Polícia Federal, que tem o dever de cumprir a lei, expulsando os invasores da UnB!

Na baderna moral da educação (e da sociedade) brasileira, meninos mimados e arrogantes viram heróis. E a educação (ajudada pela má-consciência do senador-professor-doutor Buarque) vai atingindo, definitivamente, a Idade da Pedra.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 07, 2008 às
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A bandidagem-mirim (que o "rigor" de nossos intelequituais insiste em chamar de "excluídos") continua a ganhar espaço privilegiado nas artes-e-manhas nacionais. Ali, ao contrário da vida real - onde são inegáveis vilões - dividem-se em papéis de vítimas e/ou heróis.

A última aberração perpetrada na telona é o estapafúrdio documentário Juízo: a autora, Maria Augusta Ramos, define o filme como o retrato de "um sistema judiciário que nem de longe dá conta das imensas contradições e carências que levam jovens pobres à rota da infração e do crime".

Na prática, o que ela apresenta é, uma vez mais, o discurso do "vitimismo infanto-juvenil" -- aquele que sugere (e às vezes afirma explicitamente) que, quando um vagabundo-mirim assalta, agride e mata, "os culpados somos todos nós".

É o caso de tornar a perguntar, como na piada antológica: "Nós quem, cara-pálida?!!

Dias atrás, um motorista de táxi me contava que na véspera, ao tentar salvar uma senhora das garras de uma dessas pobres "vítimas do sistema capitalista", foi impedido por uma advogada com carteira da OAB em punho, que se lançou furiosa contra ele, aos berros: "Direitos do menor! Direitos do menor!"

O "pobre menor", certamente, conseguiu escapar, brandindo no ar não só seus "direitos" como também a bolsa e o cordão de ouro da "malvada e opressora senhora"...

São estes coitadinhos os heróis de filmes (e livros e peças teatrais, etc.) como Juízo, que tem por roteiro uma espécie de "adaptação-livre" do famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente.

(Cuja sigla, por sinal - ECA! - é uma excelente autodefinição...)

Nem todos, felizmente, caem nesta armadilha ideológica. Na prova-dos-nove da bilheteria, o público parece preferir o heroísmo (ainda que problemático) do Capitão Nascimento.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 04, 2008 às
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Hoje é dia de Santo Isidoro de Sevilha, eleito Padroeiro da Internet, como antecipadamente informou meu vizinho sempre a postos Paulo Ricardo.

Nunca é demais lembrar (aproveitando o gancho) que o que para nós é uma prática rotineira e banal (navegar na Rede) em alguns países continua sendo artigo de luxo, vendido no mercado negro: Cuba, Venezuela, China e demais paraísos representantes do tal "outro mundo possível".

Quem (ainda!) duvida, acesse o blog Geración Y, onde a valente cubana Yoani Sánchez (direto de Havana) conta as dificuldades e perseguições que precisa driblar para manter seu blog-denúncia em funcionamento.

(E este é apenas mais um exemplo, que só vim a conhecer através do blog do escritor Saint-Clair Stockler, meu mais novo amigo-de-infância.)

Blogs como o da cubana deveriam ser mais divulgados e acessados -- ao menos, para lembrar a nossos comovidos intelequituais que ainda é possível evitar que o pesadelo se espalhe cada vez mais pelo planeta, e acabe chegando aqui.

(Pimenta é colírio, pingando em olhos alheios...)

Santo Isidoro de Sevilha, rogai por nós!



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em abril 01, 2008 às


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"Eis o melhor conselho para um homem razoável: não acredite numa mulher, ainda que ela esteja dizendo a verdade."

Eurípedes, o grego trágico.


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“As mulheres e os médicos sabem muito bem o quanto a mentira é necessária aos homens.”

Anatole France, o francês cínico.


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“Algumas mulheres nunca dizem uma mentira – se percebem que a verdade pode machucar muito mais.”

Mark Twain, o americano intranqüilo.