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Arquivado em: curto e grosso — postado por Antonio Fernando Borges em abril 19, 2008 às


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Nossa (imprevista e temporária) saída do ar deve ter levado muita gente a comemorar antes da hora: "Até que enfim, calaram a voz desses conservadores!".

Pelo menos foi assim que reagiu meu ex-amigo mais esquerdopata, desses que insistem no hábito insalubre de me telefonar para destilar seus piores enxofres. Ontem à noite, não foi diferente:

"Até que enfim, hein", atirou-me ao ouvido, sem dizer sequer boa-noite.

"?!"

"Mas também, meu caro, vocês já estavam abusando... "

"??!!"

"E eu espero que não pare por aí. Tem os direitistas da Veja, e um punhado de outros por aí que..."

Como sabem meus amigos e até alguns leitores, sou imprudente o suficiente para ficar desperdiçando pérolas nobres com os piores suínos - e lá ia eu entabulando nova discussão com meu velho ex-amigo, quando fui salvo pela mulher, chamando-me para jantar.

Resumi então o caso em meia dúzia de palavras, para decepção e revolta do pascácio, que desligou às pressas.

O jantar estava excelente.

Com o portal de volta, só resta mostrar a língua para esses tolos e fazer coro com meu chapa Ruy Goiaba: "Oi nóis aqui 'traveis"


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Comentários

E você sabe que eu tinha esquecido de pagar uma conta no dia 15 também? Paguei com juros. Meu celular que, assim como nós, é direitista reacionário, pode estar grampeado, mas eu não deixo de falar nele, não. A gente pode esquecer de pagar uma conta mas tamos aí, né, Antonio? Um beijo

Meu caro, lembrei-me de uma frase do Goethe (Goethe?), que diz mais ou menos:
"Um homem só é totalmente livre quando recusa um convite para jantar sem dar qualquer jutificativa". Essa máxima, no caso relatado nesse post, não seria, evidentemente, aplicada literalmente.
Acho que "bater o telefone" na cara de gente assim é um passo a mais em direção da liberdade. Recuso-me cada vez mais a "jantar" com gente estúpida.
Entendo que a liberdade plena a que Goethe (Goethe?) se referia é apenas um ideal, mas dar uma rabissaca para esse povo que não tem o mínimo de bom senso é sempre muito prazeroso.
Eu tenho procurado exercitar isso, mas é dureza.
Para fazer contraponto com a genialidade de Goethe (terá sido Goethe?), encerro com um chavão: tudo tem limite! :)
Um abraço.

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