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Arquivado em: artigo — postado por Antonio Fernando Borges em maio 12, 2008 às
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É a velha guerra (meio santa, meio suja) de sempre:

Condenar a Igreja Católica (e a própria crença em Deus, e no Novo Testamento) por um punhado de desvios pedófilos e corrupções paroquianas é o mesmo que acusar a carne bovina pelos “estragos” decorrentes do prato-feito do boteco de esquina.

Em vão nutricionistas e religiosos se empenham em restabelecer a primordial diferença e argumentar em defesa do consumo da proteína animal e da isenção do credo católico: na Bolsa dos valores contemporâneos, naturebas, ecoterroristas e ateus em geral andam em alta.

* * *

Lembro-me de um velho amigo (sobrevivente melancólico do hippismo dos anos ’70) que costumava arrematar cada discurso seu contra algum desafeto com a proverbial sentença: “Também pudera: comendo toda aquela carne vermelha!”

Da mesma forma, os detratores costumam pintar a Idade Média (apogeu do catolicismo) como a Era do Obscurantismo e das Trevas – sem que façam o menor esforço para explicar como um “bando de fanáticos obscurantistas” conseguiu afinal produzir esses prodígios de beleza e inteligência que são o canto gregoriano, a obra de Santo Tomás de Aquino, a Divina Comédia e as catedrais góticas...

* * *

Mesmo dentro do âmbito específico das religiões, a guerra costuma ser desigual.

Quem não se lembra da reação tirânica e desproporcional dos muçulmanos por conta da publicação de algumas charges (irreverentes, como devem ser as charges) num jornal dinamarquês?

Quem não se lembra também da legião de intelequituais ocidentais que pularam ligeiros em defesa... dos islâmicos (?!!), acusando o(s) chargista(s) de blasfêmia?

* * *

E no entanto...

E no entanto, piadas, livros e exposições de artes plásticas contra o Cristianismo, o celibato religioso e a figura do papa Bento XVI se multiplicam por aí, tanto na blogosfera quanto nas rodinhas acadêmicas “esclarecidas” e “inteligentes”.

Ou seja: se você freqüenta igrejas católicas e churrascarias-rodízio, prepare-se para o duro combate, que está só começando: é tempo de ateísmos, sociologismos e cientificismos. E de muito farelo de trigo, é claro!

* * *

Argh!

* * *

(Vai um hambúrguer-com-fritas aí?)


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Comentários

Segue abaixo uma amostra do que os corajosos combatentes anti-cristãos podem produzir. O concurso "Hunky Jesus" realizado em San Francisco:

http://www.youtube.com/watch?v=5CUTIrdiV0w

O que mais me impressiona é que os valentes parecem não se preocupar muito em combater países e/ou religiões onde homossexuais são condenados à morte ou sistematicamente eliminados (como disse arrimadinejahdi, no Irã não existem homossexuais).

Ao ver vídeos tão deprimentes, nos resta orar e nos lembrar da compaixão do Mestre:

"Perdoem-nos, eles não sabem o que fazem"


Só fala mal do Cristianismo quem não conhece sua importância histórica. A ignorância é o mal, como já dizia um de nossos grandes.
Sim, aceito o hambúrguer, mas o meu tem de ter bacon!! :-)

Ser ateu virou sinônimo de sofisticação.

Sem extremismos, meu caro, vou reproduzir aqui (porque tou mesmo com preguiça de elaborar o que penso, tá tarde, tou cansada etc. e tal..), o que li no blog Combustões, de um cara fera, apesar de eu não compartilhar com ele outras idéias:
"...o Cristianismo deu provas de fortaleza e dedicação ao abeirar-se das grandes esperanças e sofrimentos dos fracos, dos doentes e desvalidos, promovendo uma nova antropologia fundada na caridade e na salvação. Intelectualmente, lançou as raízes das idéias de liberdade, igualdade e fraternidade entre todos os membros da espécie humana - que a Revolução usurparia - e deu à Europa a unidade de destinação que lhe permitiu expandir-se e sobreviver."
Essa é a base, evidente que na propagação de tais idéias houve erros - sobretudo em decorrência da malignidade inerente ao homem - mas acredito que sem tais idéias cristãs o mal seria maior.
E gostei da idéia do X-bacon com hambúrguer (não duplo, per favore) de vitela..;-)

Os jihadistas seculares estão assanhados. Amarram suas bombas retóricas na cintura e explodem-nas na ânsia de chegarem o mais rápido possível ao paraíso ateu e se esbaldarem com as virgens hitchenianias e dawkinianas.

Deixo-os com um artigo de Dinesh D'Souza (íntegra em http://www.csmonitor.com/2006/1121/p09s01-coop.html ):


"...The problem with this critique is that it exaggerates the crimes attributed to religion, while ignoring the greater crimes of secular fanaticism. The best example of religious persecution in America is the Salem witch trials. How many people were killed in those trials? Thousands? Hundreds? Actually, fewer than 25. Yet the event still haunts the liberal imagination.

It is strange to witness the passion with which some secular figures rail against the misdeeds of the Crusaders and Inquisitors more than 500 years ago. The number sentenced to death by the Spanish Inquisition appears to be about 10,000. Some historians contend that an additional 100,000 died in jail due to malnutrition or illness.

These figures are tragic, and of course population levels were much lower at the time. But even so, they are minuscule compared with the death tolls produced by the atheist despotisms of the 20th century. In the name of creating their version of a religion-free utopia, Adolf Hitler, Joseph Stalin, and Mao Zedong produced the kind of mass slaughter that no Inquisitor could possibly match. Collectively these atheist tyrants murdered more than 100 million people."



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