"Lição de Coisas"

Só mesmo numa cidade com nome de santo (e um santo dos mais corajosos), eu haveria de ter direito a este "milagre": falar para uma turma informada, inteligente, interessada.
Pelo menos foi com essa impressão que encerrei a primeira jornada sabatina do curso A Arte do Romance, que tenho a alegria de poder ministrar no Departamento de Humanidades do IICS - Instituto Internacional de Ciências Sociais, em São Paulo.
As intervenções do pessoal (tímido ainda) não foram muitas, mas foram invariavelmente procedentes: críticas lúcidas ao mito esquerdista Saramago, o superestimado escritor; reflexões sobre a idéia de originalidade, esta superstição inconveniente e moderna; citações de autores consistentes (meus caríssimos Ortega y Gasset e Chesterton entre eles).
Poder falar o que quero (e devo) falar, para pessoas interessadas em ouvir: eis uma pequena dádiva da vida. Renovei minha ração imprescindível de esperança.
Sábado (doce rotina!) tem mais.





Comentários
Que boa notícia! Suas esperanças renovam as nossas...
Enviado por: Leonardo Valverde | maio 13, 2008 11:15 AM
Você merece o que é bom, Antônio.
Enviado por: Carla Cristina | maio 13, 2008 11:52 AM
Sabe que eu adoro esses posts? Beijão.
Assim eu encabulo... AFB
Enviado por: Janaína | maio 14, 2008 04:39 PM
Que bom, Antonio. Ortega y Gasset e Chesterton também estão entre os meus favoritos. Quanto ao Saramago, do ponto de vista estritamente literário, o problema pra mim não é ele ser stalinista, arrependido ou não - é ser (muito) chato.
Abraços!
R.: Assino embaixo, mano! E contra um chato desses não há glasnost ou perestroika possível... abração! AFB
Enviado por: Ruy | maio 15, 2008 02:03 PM