"Admirável Mundo Novo"

Em toda esta discussão em torno da liberação de pesquisas com células-tronco (quase toda ela apoiada em tolices e sofismas primários), o que mais me espanta é a idéia (positivista) de que a razão (científica) ajuda a combater o "obscurantismo" das religiões.
Sem ânimo, tempo nem bagagem para mergulhar a fundo no debate (o que, aliás, também não vem sendo feito nem pela imprensa nem pelos dotôres do Supremo), limito-me a transcrever as palavras geniais do médico psiquiatra judeu austríaco Viktor Frankl, a respeito da (ir)responsabilidade dos cientistas:
"Não foram apenas alguns ministérios de Berlim que inventaram as câmaras de gás de Maidaneck, Auschwitz, Treblinka: elas foram preparadas nos escritórios e salas de aula de filósofos e cientistas niilistas -- entre os quais se contavam e se contam alguns pensadores anglo-saxões laureados com o Prêmio Nobel. É que, se a vida humana não passa do insignificante produto acidental de umas moléculas de proteína, pouco importa que um psicopata seja eliminado como inútil e que ao psicopata se acrescentem uns quantos povos inferiores: tudo isso não é senão raciocínio lógico e conseqüente."
Frankl era judeu, como Marx, Freud e outros tantos intelequituais que contribuíram para a construção deste pesadelo. Mas, ao contrário de seus patrícios, ele se manteve fiel justamente à tradição religiosa judaica, uma das fontes preciosas (e nada obscurantista) de sua busca do sentido da vida.





































