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Arquivado em: oops! , provocações , um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 28, 2008 às
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As inteligências vulgares não percebem, mas G. K. Chesterton foi (é) um pensador ousado, em nada parecido com os desfibrados philosophes atuais.

Zeloso como todo bom combatente, Chesterton enfrentava sem medo (e com brilho) os leões de seu tempo, intelequituais de altíssima reputação -- Bernard Shaw, H.G.Wells, Sigmund Freud, Karl Marx et caterva -- mas que eu mal considero dignos de links num blogue.

Relendo-o (como já expliquei aqui) para participar de um ciclo de palestras na Livraria Cultura, em São Paulo, encontrei mais esta pérola, que divido com vocês:

"Que os homens e os animais são iguais é, em certo sentido, um truísmo. Mas que, sendo tão iguais, sejam tão disparatamente diferentes – eis o choque e o enigma. O fato de um macaco ter mãos é muito menos interessante para o filósofo do que o fato de que, tendo mãos, não faça quase nada com elas."


Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em maio 19, 2008 às
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Um projeto de lei que regulamenta a profissão de escritor acaba de ser rejeitado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara, lá em Brasília.

É preciso estar de olhos sempre bem abertos contra esta estrovenga, caros amigos escritores, leitores e homens de bem em geral.

O projeto (no. 4641/98) estabelece normas para o exercício da profissão de escritor -- e já tinha sido sido aprovado pela Comissão de Educação e Cultura (!!) da Câmara. Há 15 dias, foi votado na Comissão de Trabalho, que a rejeitou, sob alegação de que não existe uma profissão específica de escritor e que a legislação brasileira já asseguraria os direitos dos escritores sobre suas obras.

O texto vai agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Todo cuidado é pouco... Lembrem-se do que aconteceu com a profissão de jornalista: exercida tradicionalmente pelas melhores cabeças nacionais, acabou ficando restrita a um punhado de idiotas com diproma universitário de Comunicação Social.

(Com as louváveis exceções de praxe, é claro.)

Coisa de político que adora regulamentações e policiamentos em geral. Autoritários vocacionais. Como os nossos queridos legisladores...



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em maio 16, 2008 às
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Graças à comemoração do centenário de morte do casmurro escritor do Cosme Velho, finalmente seus livros começam a ser traduzidos... para o português.

Para conferir, é só clicar aqui.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 28, 2008 às
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Amigos e leitores fiéis, eternos cobradores, insistem na tecla de que eu deveria voltar a comentar o noticiário, alimentando-me mais dos fatos de cada dia.

Como voltar a comentar? Na verdade, raramente fiz do noticiário dos jornais a matéria de posts relevantes, salvo um ou outro engano. Os acontecimentos me aborrecem, e não me sinto obrigado a dialogar com eles, em meu colóquio permanente com o Eterno e o Absoluto.

(Sem falar que, como sempre, ando atrasadíssimo na leitura dos clássicos.)

O cego de Buenos Aires, que enxergava longe como poucos, dizia que o jornalismo (e o hábito de ler jornais, seu corolário) nasceu de uma superstição moderna: a ilusão de que, diariamente, entre o amanhecer e a noite, acontecem coisas que merecem ser propagadas no dia seguinte.

(Aliás, quando substituiu o essencial pelo contingente, o universal pelo conjuntural e o eterno pelo histórico, o homem estava preparando o terreno para a modernidade — e, no roldão, para a imprensa, a mídia, o jornalismo. Foi mera questão de tempo, e já se sabe que o mal não necessita mesmo de um prazo muito longo para se instalar...)

Ficamos combinados, então: aqui se fala de tudo um pouco (e até das coisas do dia-a-dia...). E antes que me acusem de obscurantista ou retrógrado, adianto-me em recomendar: quem procura análises e comentários jornalísticos não precisa sair desapontado deste portal.

Afinal, aqui estão, sempre a postos, as valentes Janaína e Narizinho, que ao amor à verdade (indispensável a tudo, mas especialmente ao jornalismo) sabem acrescentar a graça inconfundível das mulheres.

Enquanto isso... Alguém viu minha Eternidade por aí?



Arquivado em: oops! , pesadelos — postado por Antonio Fernando Borges em abril 08, 2008 às
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Depois de ter transformado a filosofia política numa espécie grotesca de "manual de guerrilha", Maquiavel passou à História como o suposto pensador-de-uma-frase-só: os fins justificam os meios!

(Um axioma que, para nossos intelequituais e políticos, constitui todo o receituário ético.)

É com base na suposta (em verdade, nenhuma!) força moral dessa frase que os baderneiros com carteira de estudante tentam legitimar sua autoritária ocupação da Universidade de Brasília.

Pela lógica "maquiavélica", o objetivo justo (expulsar do cargo o corrupto reitor Timothy Mulholland) garantiria a validade de seus atos tão pouco democráticos. Pouco importa, para eles, que a ordem constituída seja violada. Os fins, afinal, justificam os meios.

Mas, se a causa inicial é legítima, a tática de guerrilha utilizada não é. De forma alguma! Mas, no Brasil-um-País-de-Todos, os fins justificam os meios.

E nossos políticos e educadores justificam, por sua vez, os baderneiros. Ontem, o senador Cristovam Buarque, que acumula os dois "cargos", ocupou a tribuna do Senado para denunciar a violência e a ameaça à democracia representada... pela Polícia Federal, que tem o dever de cumprir a lei, expulsando os invasores da UnB!

Na baderna moral da educação (e da sociedade) brasileira, meninos mimados e arrogantes viram heróis. E a educação (ajudada pela má-consciência do senador-professor-doutor Buarque) vai atingindo, definitivamente, a Idade da Pedra.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 07, 2008 às
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A bandidagem-mirim (que o "rigor" de nossos intelequituais insiste em chamar de "excluídos") continua a ganhar espaço privilegiado nas artes-e-manhas nacionais. Ali, ao contrário da vida real - onde são inegáveis vilões - dividem-se em papéis de vítimas e/ou heróis.

A última aberração perpetrada na telona é o estapafúrdio documentário Juízo: a autora, Maria Augusta Ramos, define o filme como o retrato de "um sistema judiciário que nem de longe dá conta das imensas contradições e carências que levam jovens pobres à rota da infração e do crime".

Na prática, o que ela apresenta é, uma vez mais, o discurso do "vitimismo infanto-juvenil" -- aquele que sugere (e às vezes afirma explicitamente) que, quando um vagabundo-mirim assalta, agride e mata, "os culpados somos todos nós".

É o caso de tornar a perguntar, como na piada antológica: "Nós quem, cara-pálida?!!

Dias atrás, um motorista de táxi me contava que na véspera, ao tentar salvar uma senhora das garras de uma dessas pobres "vítimas do sistema capitalista", foi impedido por uma advogada com carteira da OAB em punho, que se lançou furiosa contra ele, aos berros: "Direitos do menor! Direitos do menor!"

O "pobre menor", certamente, conseguiu escapar, brandindo no ar não só seus "direitos" como também a bolsa e o cordão de ouro da "malvada e opressora senhora"...

São estes coitadinhos os heróis de filmes (e livros e peças teatrais, etc.) como Juízo, que tem por roteiro uma espécie de "adaptação-livre" do famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente.

(Cuja sigla, por sinal - ECA! - é uma excelente autodefinição...)

Nem todos, felizmente, caem nesta armadilha ideológica. Na prova-dos-nove da bilheteria, o público parece preferir o heroísmo (ainda que problemático) do Capitão Nascimento.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em abril 04, 2008 às
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Hoje é dia de Santo Isidoro de Sevilha, eleito Padroeiro da Internet, como antecipadamente informou meu vizinho sempre a postos Paulo Ricardo.

Nunca é demais lembrar (aproveitando o gancho) que o que para nós é uma prática rotineira e banal (navegar na Rede) em alguns países continua sendo artigo de luxo, vendido no mercado negro: Cuba, Venezuela, China e demais paraísos representantes do tal "outro mundo possível".

Quem (ainda!) duvida, acesse o blog Geración Y, onde a valente cubana Yoani Sánchez (direto de Havana) conta as dificuldades e perseguições que precisa driblar para manter seu blog-denúncia em funcionamento.

(E este é apenas mais um exemplo, que só vim a conhecer através do blog do escritor Saint-Clair Stockler, meu mais novo amigo-de-infância.)

Blogs como o da cubana deveriam ser mais divulgados e acessados -- ao menos, para lembrar a nossos comovidos intelequituais que ainda é possível evitar que o pesadelo se espalhe cada vez mais pelo planeta, e acabe chegando aqui.

(Pimenta é colírio, pingando em olhos alheios...)

Santo Isidoro de Sevilha, rogai por nós!



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em março 31, 2008 às
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Uma leitora sociopata (dessas de que nenhum blogue precisa) invadiu o espaço de comentário com um punhado de acusações agressivas que (óbvio!) não serão publicadas. Seu nome também não -- até porque o nome de pessoas assim costuma ser "Legião".

Começou questionando a pertinência de uma ilustração. Depois, atirou slogans mordazes. Finalmente, num comentário maior, mostrou sua verdadeira face, dizendo-se chocada (quase... "indignada"!) com minhas posições conservadoras e... "direitistas". Criticou meus livros, mesmo admitindo que não tinha lido nenhum! E o pior: deixava claro, nas entrelinhas, que se tivesse tal poder trataria de me impedir de dizer o que penso.

Deus do céu!

Parece que o meu "clubinho", inaugurado para dialogar e confraternizar com meus pares, anda incomodando o "lado de lá". Mas o mais preocupante é que comportamentos assim vão se tornando mais e mais freqüentes. Na verdade, parece constituir a ponta do enorme iceberg que ainda há de afundar o Titanic da civilização ocidental -- aquela que muita gente acreditava que não afundaria nunca...

Pois é: pelo visto, já começou a afundar. Haja vista o episódio recente em que o humorista Marcelo Madureira quase foi caçado a pauladas porque ousou afirmar o que achava do "gênio da raça" Glauber Rocha. O tom intimidatório foi (mais uma vez) explícito: se depender dessa gente, em breve ninguém vai poder discordar da opinião dominante.

Se isso não é sinal de uma escalada totalitária, vou deletar meu Houaiss eletrônico. E adotar de uma vez a Novilíngua do Orwell.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em março 10, 2008 às
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* Amar sem ser amado.

* Sentir-se o 'homem errado'.

* Estar desempregado.

* Ser sonhador e azarado.

(Não ria do ridículo: podia ser com você.)



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 27, 2008 às
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Ooops! Por algum motivo, meus sonhos de verão (um post novo) vieram parar aqui...

Vão lá conferir, mas voltem, OK?

(A foto é para quem gostar também da outra....)



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 25, 2008 às
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...quem sabe não se realizam no outono?

Dos pequenos desejos recônditos, ouso revelar:


* Ser convidado por uma grande editora para dirigir uma coleção de clássicos...

* Ser contratado para escrever uma adaptação de Quincas Borba ou Esaú e Jacó para o cinema...

* Ser vizinho da Juliana Knust (adivinhem de quem é a foto!)...

* Ter a beleza do Tom Cruise, a elegância do Paulinho da Viola e a genialidade do G.K. Chesterton... Ah, eu seria irresistível!




Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em às
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Alguém aí já confirmou se o site português O Insurgente andou dando tiro no próprio pé?



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 14, 2008 às

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Mais uma vez, como acontece todo início de ano, a imprensa aponta seu dedo acusatório contra os maiores bancos do país, denunciando que eles (oh, santo horror!) tiveram grandes margens de lucro, no último exercício.

Segundo os especialistas, Itaú, Bradesco e Unibanco apresentaram, em 2007, os maiores resultados já obtidos por um banco nacional de capital aberto nos últimos 20 anos.

Segundo nossa imprensa, isto seria... imperdoável!

Pelo destaque dado nos jornais (sites incluídos), o fato é tratado como um escândalo, e não a realização plena do objetivo de um banco: ganhar dinheiro.

(No Brasil, quando o capitalismo acontece, vira logo notícia...)

À falta de uma argumentação mais consistente, a frase irresponsável de um dramaturgo idem parece constituir quase todo o aparato teórico com que nossos intelequituais (jornalistas incluídos) condenam o capitalismo em geral, e o sistema financeiro em particular: "O que é assaltar um banco, comparado a fundar um banco?".

Para a moral perversa destes detratores do capitalismo – melhor seria chamar: renegadores do mundo real – um Moreira Salles ou um Olavo Setúbal são criminosos mais perigosos para a sociedade do que qualquer delinqüente que, dentro ou fora da cadeia, rouba, estupra e mata para fazer justiça e promover sua própria redistribuição de renda.

Tudo isso, é claro, com a anuência de nossos intelequituais. E, se for menor, sob os auspícios do Estatuto da Criança e do Adolescente.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em às

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"E quem disse que cigarro faz mal? Meu cardiologista fuma dois maços por dia, e nós dois vamos muito bem, obrigada!"

Anônimo, século 21 (de uma vizinha, hoje pela manhã, comprando cigarros na padaria do bairro).



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 11, 2008 às

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Se você reparar na janelinha do http, ali em cima, vai notar que o blogue mudou de endereço.

Mas, se olhar com atenção para o resto, vai constatar que pouca coisa mudou.

Aliás, é bem provável que você tenha chegado até aqui através do endereço antigo, por redirecionamento automático.

(Maravilhas da Ciência?...)

* * *

A “pequena mudança” é decorrência de um convite simpático da brava turma aqui do Apostos – e na verdade tudo aconteceu “cientificamente”, mas sem que eu entendesse como funcionou (ou funciona).

Pediram-me apenas para “confiar”, pois tudo daria certo. Eu confiei – e deu certo, como você pode constatar.

Mas, durante todo o processo (na verdade, ainda agora), não pude deixar de refletir: a atitude de “confiar mesmo sem entender” é hoje comumente solicitada aos leigos em relação ao que se convencionou chamar de ciência – mas parece pouco tolerada ou compreendida quando o crer-sem-ver se refere, por exemplo, à religião.

* * *

Não vou retomar aqui o milenar e manjado conflito entre Fé e Razão, religião e ciência. Principalmente porque há muito tempo alguém muitíssimo mais brilhante do que eu dedicou a vida a superar – e superou – esta falsa oposição.

(E, pensando bem, teve que enfrentar os descrentes e intolerantes, hoje cada vez mais comuns...)

* * *

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Aconteceu no século XIII. Naquele tempo, o jovem Tomás, a fina-flor da nobre casa de Aquino, anunciou que não pretendia ser (e não seria) um monge ilustre ou um abade das congregações mais nobres: seria, isso sim, um simples frade dominicano.

Toda a família caiu sobre ele – metaforicamente, é claro. A tarefa literal de agarrá-lo e o impedir de envergonhar os parentes ficaria, um pouco mais tarde, a cargo de dois dos outros seis irmãos, suponho que os mais moços e audazes.

Foi assim: Tomás estava a caminho de Paris na companhia de outros frades quando, numa curva da estrada, ao pé de uma fonte, um pouco ao norte de Roma, sua viagem foi interrompida pela cavalgada louca. Eram seus próprios irmãos, que saltaram sobre ele, como ladrões de estrada.

* * *

Seqüestrado e reconduzido ao castelo da família, em Roccasecca, na Itália, Tomás aceitou a prisão com a calma costumeira, e ali se deixou ficar, empenhado em construir sua sólida filosofia. O resto é História, Religião, persistência e milagre.

Maiores detalhes, na imprescindível biografia (que é também hagiografia e apologética) Santo Tomás de Aquino, de G. K. Chesterton.

Imprescindível, sobretudo, nestes tempos em que abraçar uma grande religião é considerado menos digno do que abraçar, por exemplo, uma árvore velha e condenada – fetiche de nossos ecologistas...

* * *

Casa nova, velhas questões. Vão entrando, sintam-se à vontade!



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 30, 2008 às

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E por falar, ainda, em efemérides:


Hoje (30 de janeiro) é Dia da Saudade. O titular deste blogue pede licença para ir chorar as suas (e são tantas!), inconsolável.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 22, 2008 às

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“Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.”

Fernando Pessoa, o gênio luso.
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 19, 2008 às

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De que zona sombria da alma humana nasce este prazer perverso com que nossos intelequituais e nossa imprensa alardeiam (e celebram) a iminente crise econômica americana?



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 17, 2008 às

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Das grandes decepções experimentadas em 2007, nunca será tarde demais destacar:

* O romance Na praia, de Ian McEwan -- tão aquém do talento de alguém que já conheceu de perto a grandeza em Reparação...

* O blog do jornalista Bruno Garschagen, que começou prometendo tanto e hoje caiu na burocracia protocolar da maioria dos membros da blogosfera. Que pena! Mesmo assim... Valeu, Bruno, fica pra próxima!



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 15, 2008 às

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"Desconfie dos que não fumam: esses não têm vida interior, não têm sentimentos. O cigarro é uma maneira disfarçada de suspirar."


Mário Quintana, poeta e fumante gaúcho.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em às

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De acordo com o calendário universal das efemérides, hoje (15 de janeiro) é -- pasmem -- o Dia do Adulto!

Diante da puerilidade crescente do mundo, que transforma tudo num reality show sem fim, seria o caso de perguntar se haverá muitos interessados em comemorar a data...

(Até porque adultos que se prezem devem achar uma efeméride dessas extremamente... pueril!)
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 12, 2008 às

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"Por que as mulheres vivem bradando que querem ser 'compreendidas', quando elas querem simplesmente ser amadas?"


Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 04, 2008 às

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"Reduzidos a cidadãos de segunda classe pelos antitabagistas, os fumantes têm pelo menos um consolo: os filhos dos antitabagistas serão grandes fumantes."

Anônimo, século 20.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 28, 2007 às

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Mensagens insistentes de um liberal-sem-Deus, desses que vivem nas sombras (como é chata essa gente!), interrompem meu recesso de fim de ano para comentar um post recente em que ironizei os hábitos consumistas do Natal.

"Condenar o consumo demonstra ignorância completa da mecânica essencial do capitalismo", acusa-me o gajo. "As vendas explodiram, o comércio se expande! Isto é bom para a economia, você não percebeu ainda? Ou será que o seu Deus não é assim tão... capitalista?"

A malícia do comentário é evidente: demonstra o espírito miúdo, sempre à espreita, com martelo e pregos na mão para crucificar o primeiro cristão que aparecer pela frente em suposta contradição.

(Em momentos assim, descobrimos os verdadeiros amigos -- e também os falsos aliados. Vade retro!)

Na verdade, como bem perceberam os leitores mais atentos, o post (um cartazete "pescado" na internet) criticava o esvaziamento religioso de nossa cultura -- o que, no caso do Natal (data inconfundivelmente cristã), vem se manifestando na priorização da compra de presentes e na substituição gradual do Menino-Jesus pelo Papai Noel, na iconografia do período.

Hélas!

O fato de estar aqui explicando tudo isso mostra que o capitalismo ainda não conseguiu disseminar plenamente entre nós suas premissas mais sofisticadas.

A culpa, no caso, cabe aos próprios economistas: em geral, preconizam a liberdade e o desenvolvimento econômicos (a tão sonhada “busca do lucro nos negócios”), mas parece que esquecem aquilo que o capitalismo realmente é: um sistema de valores inegociáveis, sobre o qual se assenta a civilização ocidental. Deste conjunto de valores, o cristianismo certamente faz parte.

(E a crise de um, acredite, compromete o sucesso do outro: simples assim.)

Pensei em concluir perguntando ao liberal-sem-Deus: "Entendeu ou quer que eu desenhe?" Mas desisti. Afinal, não é fácil nem difícil esclarecer as coisas para certas pessoas: é simplesmente inútil.

Enfim: um ótimo 2008 para todos!

A gente retorna em janeiro. Até já!



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 23, 2007 às

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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 21, 2007 às

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"Nada é mais letal para o ciúme do que uma gargalhada."


Françoise Sagan, escritora e deprimida francesa.
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 20, 2007 às

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Por que as criaturas de alma turva e olhar opaco são justamente aquelas que vivem apontando o dedo acusatório e exigindo dos outros... transparência?


Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 10, 2007 às

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"Cigarros são a metáfora perfeita do prazer: são elegantes e insatisfatórios."

Oscar Wilde, o dândi genial.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 29, 2007 às

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"A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa -- mas a estupidez dura para sempre."


Aristófanes, o dramaturgo que fazia rir.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 26, 2007 às

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"A maioria das mulheres se impressiona pouco com a amizade: elas a acham insípida, depois que provaram o amor."

La Rochefoucauld, o moralista francês.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 14, 2007 às

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"Os ricos não pagam imposto, e por isso o Brasil é tão desigual. Os ricos têm que pagar, para distribuir renda".


Dr. Adib Jatene, em conversa com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 12, 2007 às

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"Não penso no público quando estou escrevendo".

Margarida Rebelo Pinto, escritora portuguesa.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 09, 2007 às

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* Precisar ver para crer.

* Não ter tato para dizer não.

* Viver fazendo ouvidos moucos.

* Ansiar pelo sabor da vingança.

* Passar pela vida sem deixar cheiro...


Inferno: que sentido tem o seu?



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 08, 2007 às

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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 03, 2007 às

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Meu caro colega de ofício (escritor e blogueiro) Sérgio Rodrigues brinda-me com uma referência em seu concorrido Todoprosa, num post recente a propósito do novo livro de Leyla Perrone-Moysés. Honra-me, e não é de hoje, tê-lo como leitor.

Mas como, neste mundo de Deus, todas as bênçãos costumam vir misturadas, o caríssimo Sérgio me nocauteia com o tiro acusatório de sempre: minha suposta “obsessão” por Machado de Assis e Jorge Luis Borges -- autores, como todos sabem, recorrentes no chamado núcleo-duro de minha obra.

Corri, mais uma vez, ao dicionário – e conferi: obsessão = “motivação irresistível para realizar um ato irracional”, “apego exagerado a uma idéia desarrazoada” ou simplesmente “compulsão”.

Na verdade, Borges e Machado não representam nada disso para mim. Sempre foram, desde o início, a forma que encontrei para expressar minha paixão pela leitura. Os dois, afinal, pertenciam à categoria dos grandes leitores.

Antes de me arriscar a ser escritor, fui também leitor assíduo e voraz – e, quando me lancei na aventura da escrita, vi o tamanho do "estrago": estava impregnado de leituras, com alguns “cacoetes de estilo” de Machado e Borges.

(Nenhuma surpresa: são autores de obras marcantes, que ninguém consegue ler impunemente.)

Dialogar com Machado e Borges – em vez de imitá-los, conscientemente ou não – foi um jeito de de pagar o tributo devido aos dois. Foi assim com Que fim levou Brodie? (1996), Braz, Quincas & Cia. (2002) e Memorial de Buenos Aires (2006).

Naturalmente, já expliquei tudo isso (tentei, ao menos) em algumas entrevistas, perdidas no tempo-espaço da blogosfera – mas, pelo visto, não ficou muito claro. Volta e meia o assunto é retomado, levando-me a repetir que já virei a página, e estou investindo em novos caminhos na ficção.

No momento, trabalho num romance que -- surpresa! -- nem sequer menciona o Bruxo ou o Brujo.

Em miúdos: mesmo que tenha sido (vá lá...) uma “obsessão”, o fato é que já estou curado. Juro!



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 01, 2007 às

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"Quem passa horas conversando sobre literatura em mesa de bar são os chatos. Escritores de verdade falam mesmo é de dinheiro e de mulher."

Marconi Leal, o sábio blogueiro.
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 29, 2007 às

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Minha amiga mais bonita me ligou, hoje no fim da tarde, festejando a eleição de Cristina Kirchner para a presidência da Argentina. E, como à virtude da beleza ela costuma combinar o vício da provocação feminista, não me poupou de ter que ouvi-la dizer:

“É mais um passo importante para as mulheres da América Latina!”

A bela se referia, naturalmente, à presença de outra mulher (Michelle Bachelet) no comando de outro país (Chile). E, o que é pior, via na “coincidência” o sinal positivo de reparação para uma “injustiça de séculos”.

Além da irritação costumeira, tive pena da moça: deve ser terrível, sem dúvida, ver na condição feminina uma qualidade em si mesma. Como se a saída para as dores deste mundo dependesse, não do gênio, mas do... estrogênio!

Quando a grandeza ainda ditava as regras e dava as cartas, nem a política nem a literatura viviam na dependência de cotas e teses “hormonais”. Autoras talentosas como Clarice Lispector e Cecília Meireles (para ficarmos apenas intra-fronteiras) não tinham a preocupação miúda de impor uma “visão feminina” da vida. Sabiam que isso não existe – ou, caso exista, não tem relevância nenhuma.

Cecília, em sua obra-prima, cantou os sonhos e a miséria dos homens que fizeram a Inconfidência Mineira. Clarice, com brilho não menos intenso, criou grandes personagens masculinos – com destaque para o Martim, de A maçã no escuro, e o “professor de matemática” de um dos contos de Laços de família.

Depois que minha amiga mais bonita desligou, pus-me a pensar na tolice de todos que àquela altura já se punham a comemorar – e concluí que seu nome é Legião, e seu quartel-general, o Reino das Sombras...

Olhei pela janela: fazia escuro lá fora. Sem chances de voltar a “clarear” tão cedo.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 26, 2007 às

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"Por que você não escreve livros que as pessoas possam ler?"

Nora Joyce (1884-1951), mulher do autor de Ulisses.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 24, 2007 às

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"Como diretor de marketing, posso afirmar: somos um bando de franciscanos! Meus caros amigos publicitários, meus diretores de criação, meus colegas do planejamento, meus velhos companheiros de copo, cruz e trabalho: nós fomos enganados a vida inteira! As pessoas nos diziam que éramos convencidos, vaidosos, metidos à besta, insuportáveis. E eu, pelo menos eu, acreditava nisso. Como eu convivia a maior parte do tempo com publicitários, achava realmente que fazíamos parte de uma classe de pessoas extremamente auto-referenciadas, vaidosas, egocentradas.

Agora que sou diretor de marketing, editor de livros, cliente, trato com outro tipo de seres humanos, estou totalmente à vontade para afirmar: somos um bando de franciscanos! Deveríamos, em nome da coerência, usarmos sandálias de couro, cinto de corda e comer somente pão e vinho com água.

Estou atualmente lidando com editores de livros, autores de livros, jornalistas de cultura e posso garantir a vocês: ego inflado é isso. Qualquer pessoa que trabalhe no mercado editorial normalmente tem auto-estima capaz de transformar Maria Callas numa freirinha de paróquia."

Lula Vieira, o "publicitário-beleza".
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 22, 2007 às

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* Perder incontrolavelmente a paciência.

* Perder irreparavelmente uma chance.

* Perder inapelavelmente um amor.

* Perder inesperadamente a esperança.

* Perder inexplicavelmente a fé.

Inferno: quer se libertar do seu?



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 17, 2007 às

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* Depender da eficiência (e do humor) de burocratas.

* Depender das circunstâncias.

* Depender da gentileza de estranhos.

* Ser dependente de um vício. Ou do amor de uma mulher.

Inferno: já se livrou do seu?



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 15, 2007 às

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"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso."

Provérbio oriental, num velho ano qualquer.
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 05, 2007 às

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"Direitos humanos são para humanos direitos."

Anônimo, século XXI.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 02, 2007 às

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"A ingratidão nasce, quase sempre, da impossibilidade de pagamento de uma dívida."

Balzac, o eterno endividado.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 28, 2007 às

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* Ter um amigo ecologista.

* Ter um amigo comunista.

* Ter uma amiga feminista.

* Não ter amigos.


Inferno: todo mundo tem o seu.



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"As mulheres ainda se lembram do primeiro beijo mesmo quando os homens já se esqueceram do último."

Rémy de Gourmont (1858-1915), escritor francês.



Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 26, 2007 às

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"Em geral, a mulher sabe que é amada por um homem, antes mesmo que ele perceba."


Machado de Assis, o insuspeito.
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Arquivado em: oops! — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 24, 2007 às

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Nestes tempos de histeria ecológica (evidentemente manipulada por mídia e autoridades), constitui um sopro de ar fresco e de bom-senso a oportunidade de ler este artigo, de Igor Taam, a propósito do novo livro do dinamarquês Bjørn Lomborg, o notável "ambientalista cético". No tamanho certo para quem não quer ficar engolindo moscas ambientais:

O ambientalista cético ataca de novo

IGOR TAAM

Sensatez, medo do novo, prudência, mente fechada, pé no chão, todos os nomes já foram dados para dar conotação negativa ou positiva ao ceticismo. E Bjørn Lomborg, dinamarquês que se tornou conhecido por seu livro O Ambientalista Cético, não é meramente um questionador, um chato desconfiado. Sobre o aquecimento global, Lomborg acha que este realmente está em curso e que é provocado pelo homem. Noves fora, as interrogações começam: diante da aceitação deste fato, em que lugar isso fica numa lista de prioridades? Isso é mais urgente que a AIDS, a fome, a distribuição de vacinas, a extinção imediata de plantas, de animais? Qual o real impacto disso na Terra? As respostas podem variar, só que uma coisa é certa, quem não sabe o que vai comer amanhã, quem não consegue água potável agora, não está pensando como ficará o planeta daqui a 300 anos.

A entrada do dinamarquês nos estudos ecológicos e recursos naturais começou, de fato, com ceticismo, ao ler uma entrevista na revista Wired em que o economista Julian Simon dizia que, contrariamente ao senso comum, o meio ambiente estava ficando melhor e não pior. Lomborg p