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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em junho 27, 2008 às

Para alguns (os piores, sempre) há de parecer absurdo ou contraditório. Mas este blogue interrompe seu silêncio involuntário para vir pedir aos leitores fiéis... "um minuto de silêncio".

Hoje, celebra-se um ano da morte de Bruno Tolentino -- sem dúvida (embora alguém sempre duvide!) um dos maiores poetas de língua portuguesa.

E, para um grande poeta, não se pode pedir mais do que silêncio -- e um par de aspas, é claro.

Para relembrar algum trecho inesquecível de seu legado, mas sobretudo para impedir que os tolos de cara alegre se animem a falar em seu nome:


"Tudo vai-se acabando, tudo passa
do que é ao que era; é tudo mais
ou menos uns vestígios de fumaça
no espaço do que deixas para trás.

E tudo o que deixaste ou deixarás
de manso ou de repente, sem que faça
diferença nenhuma no fugaz,
é assim como a garoa na vidraça:

intimações de lágrima delida.
Não valeu chorar nada. Nem te atrevas
a lamentar-te à porta da saída.,

pois pouco importa a vida como a levas,
que ela te leva a ti, de despedida
em despedida, a uma lição de trevas."


(Tudo bem: o poema é manjado -- mas meu luto não está nem aí para a originalidade. E agora silêncio, um minuto ou mais, pelo Bruno e -- ai! -- por cada um de nós...)



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em junho 05, 2008 às
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Não gosto de deixar o blogue assim, meio abandonado, como um filho ou bicho de alta estimação a que não se dá a atenção devida. É que os compromissos andam enormes, e a imaginação pequena para alimentar posts que valham.

Mas excesso de trabalho não é sinônimo de angústia ou infelicidade. Pelo contrário: ando cansado, mas feliz. E, enquanto a disponibilidade maior não chega, deixo-os em companhia de mais uma breve (mas consistente) passagem daquele que (depois de Deus e da mulher amada) tem ajudado a encher de encantamento minhas horas mais atribuladas:

"A felicidade perfeita do homem sobre a Terra (se ela um dia acontecer) não será uma coisa plana e sólida, como a satisfação dos animais. Será um equilíbrio exato e perigoso, como o equilíbrio de um romance desesperado. O homem deve ter a medida exata e suficiente de fé para viver aventuras, e a medida exata e suficiente de dúvida para usufruir delas."


Arquivado em: oops! , provocações , um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 28, 2008 às
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As inteligências vulgares não percebem, mas G. K. Chesterton foi (é) um pensador ousado, em nada parecido com os desfibrados philosophes atuais.

Zeloso como todo bom combatente, Chesterton enfrentava sem medo (e com brilho) os leões de seu tempo, intelequituais de altíssima reputação -- Bernard Shaw, H.G.Wells, Sigmund Freud, Karl Marx et caterva -- mas que eu mal considero dignos de links num blogue.

Relendo-o (como já expliquei aqui) para participar de um ciclo de palestras na Livraria Cultura, em São Paulo, encontrei mais esta pérola, que divido com vocês:

"Que os homens e os animais são iguais é, em certo sentido, um truísmo. Mas que, sendo tão iguais, sejam tão disparatamente diferentes – eis o choque e o enigma. O fato de um macaco ter mãos é muito menos interessante para o filósofo do que o fato de que, tendo mãos, não faça quase nada com elas."


Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 23, 2008 às
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"Só quando estamos completamente desesperados é que a esperança se revela a verdadeira força."


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"Somos nós que fazemos nossos amigos e nossos inimigos, mas é Deus quem escolhe nosso vizinho do lado."


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"A intolerância pode ser mais ou menos definida como a indignação dos que não têm opinião formada."


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"O abismo entre o homem e as outras criaturas pode ter uma explicação natural – mas é um abismo."

Alguns closes, chestertonianos e femininos (atendendo a irrecusáveis pedidos): para o seu deleite...



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 22, 2008 às
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O acaso (cujas preferências ecológicas desconheço) pôs diante de mim, ontem à noite, este trecho magnífico de G. K. Chesterton, cujos livros ando revisitando, para participar de um ciclo de palestras em São Paulo.

Teve, para mim, o efeito balsâmico de um antídoto contra a recente enxurrada de declarações estapafúrdias, a propósito da posse do ministro colecionador de coletes e tolices.

Deliciem-se com o "gordo-alegre":

“Só o sobrenatural pode assumir uma visão sadia da Natureza. A essência de todo panteísmo, evolucionismo e religião cósmica moderna está realmente nesta proposição: que a Natureza é nossa mãe. Infelizmente, se você considerar a Natureza como mãe, vai descobrir que ela é madrasta. O ponto principal do Cristianismo era este: que a Natureza não é a nossa mãe – a Natureza é nossa irmã. Podemos sentir orgulho de sua beleza, já que temos o mesmo pai; mas ela não tem autoridade sobre nós; devemos admirá-la, não imitá-la.”



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 14, 2008 às


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"Um moralista dizia que as mulheres são extremas: ou melhores ou piores do que os homens."

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"Loteria é mulher: pode acabar cedendo um dia."

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"Mulheres sabem: a ousadia é a primeira virtude masculina."

Uma (tripla) cortesia de Machado de Assis.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em maio 09, 2008 às
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"Se todo animal inspira ternura, o que houve então com os homens?
Guimarães Rosa, o mineiro desmedido.


Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em abril 09, 2008 às
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"É muito difícil saber não trabalhar."
Jorginho Guinle, o brasileiro ocioso.

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"Adoro o trabalho: sou capaz de passar horas simplesmente olhando alguém trabalhar."
Robert Benchley, o americano esforçado.

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"Os dias talvez sejam iguais para o relógio, mas não para o homem."
Marcel Proust , o francês entediado.


Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em abril 01, 2008 às


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"Eis o melhor conselho para um homem razoável: não acredite numa mulher, ainda que ela esteja dizendo a verdade."

Eurípedes, o grego trágico.


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“As mulheres e os médicos sabem muito bem o quanto a mentira é necessária aos homens.”

Anatole France, o francês cínico.


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“Algumas mulheres nunca dizem uma mentira – se percebem que a verdade pode machucar muito mais.”

Mark Twain, o americano intranqüilo.




Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 27, 2008 às


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"Nunca acenda um fogo que você não possa apagar."

Provérbio chinês.


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A verdade nos leva a todos os lugares. Inclusive à prisão."

Provérbio polonês.


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"Nunca diga que as estrelas morreram só porque o céu está nublado."

Provérbio árabe.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 23, 2008 às


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"Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora."
Georges Bernanos, o gênio francês.


FELIZ PÁSCOA!!!



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 21, 2008 às

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"A prova mais clara de sabedoria é uma alegria constante."
Michel de Montaigne, constante e alegre.


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"Ser feliz sem motivo: eis a forma mais autêntica de felicidade."

Carlos Drummond de Andrade, autêntico e infeliz.


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"Felicidade é: muita saúde e pouca memória."

Ingrid Bergman, bela e saudável.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 17, 2008 às
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“A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto dos homens.”
Victor Hugo, o gênio risível.

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"A única coisa sem mistério é a felicidade, porque se justifica em si mesma."
Jorge Luis Borges, o triste.


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"O silêncio é o mensageiro mais eloqüente da alegria."
William Shakespeare, o discreto.


Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 15, 2008 às
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"Quem teme o sofrimento já está sofrendo."

Apud Michel de Montaigne, sereno.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 07, 2008 às
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"A esperança é uma planta daninha, que come o lugar de outras plantas melhores."
Apud Machado de Assis, o desencantado.


Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em março 05, 2008 às
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"A vida é curta, mas os dias são longos."

Apud Carlos Drummond de Andrade, o breve.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 28, 2008 às
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"O amor é a ilusão de que uma mulher é diferente das outras."

H.L. Mencken, jornalista e língua-de-trapo americano.


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"Quando duas pessoas se amam, não pode haver final feliz."

Ernest Hemingway, o pessimista vocacional.


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"São as mulheres que nos inspiram todas aquelas fantasias que elas mesmas nos impedem de realizar depois."

Alexandre Dumas, pai, escritor e blasé.


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"No amor, as mulheres são profissionais; os homens são uns amadores."

François Truffaut, o francês bem-amado.




Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 26, 2008 às
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"As mulheres detestam um homem ciumento que elas não amam; mas ficam furiosas se o homem que elas amam não for ciumento."

Ninon Lenclos, escritora francesa.


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"Os ciúmes de um amante são uma homenagem à mulher. Os de um marido são um insulto."

Carmen Sylva, pseudônimo da princesa Elisabeth Pauline Ottilie Luise zu Wied.

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"Toda mulher sabe que os ciumentos são sempre os primeiros a perdoar."

F. Dostoievski, o russo, em Os irmãos Karamazov.




Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 22, 2008 às
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"Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados, a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la."

John Donne(1572-1631), poeta inglês (tradução de Augusto de Campos)


(P.S.: Em homenagem aos cientistas italianos que dizem que comprovaram a existência do lendário Ponto G...)



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em fevereiro 16, 2008 às

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"A experiência me ensinou: pessoas que não têm vícios têm pouquíssimas virtudes."

Abraham Lincoln, o próprio.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 19, 2008 às

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Picasso veio à luz em 25 de outubro de 1881, às 11:15 em Málaga. Natimorto. Não respirava nem chorava. A parteira abandonou-o e começou a tratar da mãe. Se não fosse pela presença do tio, Salvador Ruiz, o menino não teria vingado: Salvador se debruçou sobre o corpo inerte e exalou nas ventas do menino a fumaça do seu fétido charuto. Picasso estremeceu. Picasso berrou. Um gênio chegou à vida. Sua respiração foi um sopro de fumaça, irritando sua garganta, queimando-a até os pulmões, com o estímulo poderoso da nicotina.”

Norman Mailer em Portrait of Picasso as a Young Man (1995), tradução livre.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 17, 2008 às

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"Existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto."

G. K. Chesterton, grande intelecto, imenso coração.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 15, 2008 às

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"A vaidade, para ser legítima, tem que ser consciente."

William Shakespeare, em tradução livre.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 13, 2008 às

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"O passado só existe quando estamos infelizes."

Louise Levêque de Vilmorin (1902-1969), escritora francesa.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em janeiro 12, 2008 às

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"A mulher é a rainha do mundo -- e a escrava de um desejo."


Honoré de Balzac, escritor e mulherengo.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 24, 2007 às

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"Não fosse em tempo assim de calmaria,
não fosse nessa ausência, nesse vento
que não vem, se não fosse este momento,
este momento cheio de agonia,

não fosse aquela brisa, aquele lento
afago, ah, se não fosse por Maria,
se não fosse por ela, quem teria
paciência com tanto adiamento?

Se não fosse por ela, se não fosse
pelo que ela agüentou, pela alegria
que ela embalou perplexa, que ela trouxe

em si e deu à luz e um belo dia
devolveu ao Senhor... Se a espera é doce,
é por causa da calma de Maria."

Bruno Tolentino (1940-2007), o Poeta.


Glória a Deus, Paz na Terra!

Feliz Natal, Feliz 2008.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em dezembro 06, 2007 às

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"A vida é monstruosa, infinita, ilógica, abrupta e lancinante. Uma obra de arte, em comparação, é uma coisa bem-feita, finita, contida em si própria, racional, fluida e transfigurada. A vida se impõe pela sua energia bruta, inarticulada como a de um trovão. A arte seduz o nosso ouvido, por entre os ruídos mais altos de nossa experiência diária, como os sons produzidos por um músico discreto.

Uma proposição geométrica não é uma coisa que concorra com a vida – e uma proposição geométrica é uma boa e clara comparação com uma obra de arte. Ambas são racionais, ambas não devem fidelidade a fatos específicos; ambas possuem uma natureza por si próprias, em vez de representarem uma natureza externa.

O romance, que é uma obra de arte, justifica sua existência não por sua semelhança com a vida, que é forçada e meramente material (assim como um sapato se assemelha ao couro de uma vaca), mas por sua incalculável diferença de natureza em relação à vida, uma diferença que é deliberada e significativa – e que constitui tanto o método quanto o significado da obra."

Robert Louis Stevenson, escritor escocês.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 26, 2007 às

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"Não diremos nada de essencial sobre uma catedral se falarmos apenas das pedras. Não diremos nada de essencial a respeito do Homem se tentarmos defini-lo pelas qualidades humanas."

Antoine de Saint-Exupéry, o francês que voava.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 16, 2007 às

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"Não importa quanto dinheiro você tenha: gaste menos."


Samuel Johnson (1709-1784), polígrafo inglês.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em novembro 01, 2007 às

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"Escrevo porque preciso ganhar dinheiro para viver".

Rachel de Queiroz (1910-2003), escritora brasileira.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 26, 2007 às

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"O homem prudente faz do ódio de seus inimigos um espelho, onde vê uma imagem mais fiel do que no espelho do afeto. É assim que ele diminui e corrige seus defeitos."

Baltasar Gracián (1601-1658), jesuíta espanhol.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 24, 2007 às

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"Antes de ter uma literatura, um país precisa ter uma alma."

Carolina(1890-1981), a flor dos Nabuco.



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"Só há um tipo pior do que o esquerdista sem princípios – é o esquerdista com princípios."

Diogo Mainardi, o cristalino.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 18, 2007 às

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"Há duas tragédias na vida: uma é não alcançar o que o seu coração deseja; a outra é alcançar."

George Bernard Shaw (1856-1950), o irlandês genial.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 16, 2007 às

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"Poema nenhum, nunca mais, / será um acontecimento: / escrevemos cada vez mais / para um mundo cada vez menos"

Alberto da Cunha Melo (1942-2007), in memoriam.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 12, 2007 às

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"A única simplicidade que vale a pena conservar é a do coração."

G. K. Chesterton, o menino imenso.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em às

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"Balé e ópera são artes de mulheres."


Paulo Francis, o operístico.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 08, 2007 às

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"Na terrível história da fome no mundo, nunca houve fome maciça em qualquer país independente e democrático, dotado de imprensa relativamente livre. Essa regra não tem exceções, por mais que se procure."

Amartya Sen, economista indiano, Nobel de 1998.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em outubro 03, 2007 às

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"O talento se aprimora na solidão, o caráter na agitação do mundo."



Goethe, o mestre romântico.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 20, 2007 às

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“A diferença entre um Estado benfeitor e um Estado totalitário é uma questão de tempo”.

Ayn Rand (1905-1982), a sábia russa.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 18, 2007 às

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"Qualquer homem se sente mais satisfeito quando a mulher lhe prepara um belo jantar do que quando ela impressiona seus amigos falando grego."


Samuel Johnson, o polígrafo inglês.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 13, 2007 às

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"Afinal de contas, você confia em mim ou nos seus próprios olhos?"

Groucho Marx, o imprescindível.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 11, 2007 às

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"Pintaram os Antigos ao amor menino, porque nenhum amor dura tanto que chegue a ser velho."

Padre António Vieira, no púlpito, em 1643.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 07, 2007 às

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"Sou escravo do dever por amor à liberdade."


Cícero, o espírito livre.


"Liberdade: o sonho de todos os cativos."


Machado de Assis, livre sonhador.


"A liberdade é mais importante do que o pão."


Nelson Rodrigues, livre pensador.


"A maioria das pessoas não sabe exercer a liberdade."


Jorge Luis Borges, o livre frasista.

"A liberdade é uma coisa tão valiosa que deveria ser racionada."


V. I. Lênin, o liberticida.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 04, 2007 às

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"O blogue é, em sua essência, um ato de generosidade. Não se está ganhando dinheiro quando se denuncia o verdureiro da esquina cobrando mais caro pelo jiló ou se critica a política externa do Irã ou dos Estados Unidos".

Ivan Lessa, um pioneiro.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em setembro 03, 2007 às

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"A beleza que atrai raras vezes coincide com a beleza que apaixona."


Ortega y Gasset, o observador do Universo.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em agosto 24, 2007 às

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"Há sempre alguma coisa de ridículo na pessoa que a gente deixou de amar."

Oscar Wilde, o volúvel.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em agosto 22, 2007 às

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"Uma mulher perdoará um homem por tentar seduzi-la, mas não o homem que perde essa oportunidade quando ela é oferecida."

Ch. M. Talleyrand (1754-1938), o estrategista.



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em agosto 21, 2007 às

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"É um fato incontestável: as lésbicas sabem o que é bom."

Joel Silveira, insubstituível. (Uma homenagem tardia...)



Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em agosto 16, 2007 às

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“Há uma dignidade de sintaxe como existe uma civilização de maneiras: cometer certos erros pode ser o mesmo que cuspir no chão”.

Afonso Lopes Vieira, escritor português.
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Arquivado em: um par de aspas — postado por Antonio Fernando Borges em agosto 13, 2007 às

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Num dos ensaios do livro La verdad de las mentiras, o escritor peruano Mario Vargas Llosa faz uma interessante observação sobre o papel imprescindível da ficção na vida de cada leitor. Muito já se escreveu a respeito, mas poucos conseguiram, como ele, valorizar na medida certa o universo da criação literária:

“Os inquisidores espanhóis proibiram a publicação ou importação de romances nas colônias hispano-americanas, argumentando que esses livros disparatados e absurdos – ou seja, mentirosos – poderiam ser prejudiciais à saúde espiritual dos índios. Por isso, durante 300 anos, os hispano-americanos leram apenas ficção de contrabando, e o primeiro romance com tal nome publicado na América espanhola surgiu depois da independência – no México, em 1816.

Ao proibir, não obras determinadas, mas um gênero literário em si, o Santo Ofício estabeleceu uma coisa que, no seu modo de ver, era uma regra sem exceções: a de que os romances sempre mentem, e todos oferecem uma visão falaciosa da vida. Escrevi há anos um trabalho ridicularizando esse bando de arbitrários, capazes de semelhante generalização. Mas hoje acho que os inquisidores espanhóis talvez tenham sido os primeiros a entender – antes dos críticos e dos próprios autores – a natureza da ficção e de sua vocação para a indisciplina.

De fato, os romances mentem – não podem fazer outra coisa –, mas esta é apenas uma parte da história. A outra é que, mentindo, eles expressam uma curiosa verdade, disfarçada daquilo que não é. Dito assim, pode até parecer conversa mole. Mas na verdade trata-se de algo muito perceptível. Os homens não estão contentes com seu destino, e quase todos – ricos ou pobres, geniais ou medíocres, famosos ou obscuros – gostariam de ter uma vida diferente daquela que vivem. Para aplacar – 'fraudulentamente' – esse apetite, surgiu a ficção. Ela é escrita e lida para que os seres humanos possam ter as vidas que não se conformam em não ter. No embrião de todo romance, agita-se um inconformismo, pulsa um desejo insatisfeito.”